Missão da CEDEAO não é bem-vinda na Guiné-Bissau

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O Governo de Nuno Nabian, nomeado pelo autoproclamado Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse este domingo que a missão da CEDEAO não foi permitida e que a Ecomib vai cessar funções.

“À luz da nossa Constituição e do tratado da organização sub-regional – CEDEAO – esta missão não é bem-vinda e não permitiremos nenhuma delegação sem que antes tenha havido uma concertação prévia com o Governo liderado por Nuno Gomes Nabian”, refere, em comunicado, o ministro da Presidência do Conselho de Ministros Mamadu Serifo Jaquité, membro do executivo indigitado por Sissoco Embaló.

O representante da CEDEAO em Bissau remeteu uma carta ao primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, a solicitar um encontro com a missão de peritos constitucionais da organização, que deverá chegar na segunda-feira ao país para ajudar a resolver o contencioso eleitoral em curso.

“Fica desde já explícito que, nas futuras missões da CEDEAO, tratando-se de matéria de contencioso eleitoral, não devem fazer parte técnicos da Costa do Marfim, tendo em conta a posição dúbia daquele país membro da CEDEAO em relação à situação atual na Guiné-Bissau”, diz ainda, no comunicado, Mamadu Serifo Jaquité.

No comunicado, o Governo de Nuno Nabian salienta também que a missão da Ecomib, força de interposição da CEDEAO destacada no país, termina no fim deste mês e que estão a ser tomadas “disposições” para que sejam acantonados, ficando os “órgãos de soberania a serem assegurados pelas forças de defesa e segurança” da Guiné-Bissau.

A Guiné-Bissau vive mais um momento de tensão política, depois de Umaro Sissoco Embaló, dado como vencedor das eleições presidenciais pela Comissão Nacional de Eleições, ter tomado posse há mais de uma semana como Presidente do país, quando ainda decorre um recurso de contencioso eleitoral no Supremo Tribunal de Justiça, apresentado pela candidatura de Domingos Simões Pereira, que alega graves irregularidades no processo.

Na sequência da tomada de posse, Umaro Sissoco Embaló demitiu Aristides Gomes, que liderava o Governo que saiu das legislativas, e nomeou Nuno Nabian para o cargo.

As Nações Unidas, a União Europeia e a Comunidades dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) apelaram ao diálogo e à resolução da crise política com base no cumprimento das leis e da Constituição do país.

Fonte: África 21 Digital

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