Moçambique foi o último PALOP a decretar emergência

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Os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) registam números ainda números baixos de infectados com coronavírus e São Tomé e Príncipe é um dos seis países de África sem casos registados. Porém, esta última semana mostra que a curva iniciou a fase ascendente que se temia, justificando a decisão do Governo moçambicano de decretar o estado de emergência a partir das 00h00 de hoje, o último dos PALOP a fazê-lo.

Os são-tomenses já vivem em estado de emergência desde o dia 20 de Março e a Guiné-Bissau desde dia 27, decretado logo a seguir à confirmação dos dois primeiros casos. Também Cabo Verde, onde já morreu uma pessoa entre os seis casos registados, segundo os dados divulgados ontem pelo Centro de Controlo de Doenças da União Africana, se decidiu por pôr o país em estado de emergência à meia-noite de domingo.

Angola, onde já morreram duas pessoas, está igualmente em estado de emergência e é considerado um dos países mais vulneráveis à pandemia pela agência de notação financeira Moody’s. Com enormes encargos com a dívida pública, sem investimento e com o preço do barril do petróleo em queda abrupta, adivinham-se meses difíceis para os angolanos.

O preço do barril do petróleo angolano caiu tanto (estava a ser comercializado ao final da tarde de ontem a 21,26 dólares) que o Governo de João Lourenço se viu obrigado a iniciar, na semana passada, o processo de revisão do Orçamento do Estado, elaborado com o preço de referência de 55 dólares.

Fonte: Público

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