MPLA afasta existência de divisões no partido que governa Angola

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O secretário para a Informação e Propaganda do Bureau Político do MPLA rejeitou hoje a existência de divisões no partido, no poder em Angola, que “cada vez mais se democratiza”, com o “sentido da crítica e autocrítica”.

“Eu entendo que está a confundir-se algum aspeto que se quer chamar divisionismo com a crítica. Não! Nós entendemos que a crítica deve existir, quem não concorda deve criticar e quando é necessário submeter à consideração de todos a votação é a melhor via, o melhor meio, para desempatar aquilo que efetivamente não está concordante”, disse Norberto Garcia.

O dirigente do MPLA, recentemente eleito para o cargo em substituição de Mário António, falava em conferência de imprensa realizada na sede do partido, no âmbito da sua estratégia de maior comunicação com a sociedade.

Norberto Garcia sublinhou que o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), liderado por José Eduardo dos Santos, ex-Presidente da República de Angola, “sempre foi um partido uno e indivisível do ponto de vista do formato como apresenta os seus assuntos”.

“No MPLA quando há alguma opinião divergente, as opiniões e as propostas são submetidas a um sistema democrático, que se sujeitam a uma votação e é assim na democracia, o MPLA é um partido que cada vez mais se democratiza e cada vez mais tem o sentido da crítica e autocrítica”, referiu.

O político disse que o partido apoia “de modo incondicional” o atual Presidente de Angola, João Lourenço, que é também vice-presidente do MPLA, desvalorizando as informações nos últimos tempos de divisões no seio do partido.

Realçou que o apoio ao Presidente da República consta da estratégia do líder do partido, José Eduardo dos Santos, que considera, entre outras questões, “esta matéria importante”.

“E é também importante o combate à corrupção, ao nepotismo, embora em sede desta matéria tenhamos que esclarecer o seguinte: às vezes há alguma discussão mal discutida – passe o pleonasmo – que dá conta de que basta ser parente para ser nepotismo, não é assim, o elemento diferenciador chama-se qualificação”, referiu.

Norberto Garcia argumentou ainda que “a qualificação do indivíduo é o elemento essencial diferenciador para dar nota que se está em presença de uma situação nepótica ou não”.

Relativamente à realização de um congresso extraordinário, Norberto Garcia disse que o assunto ainda não foi discutido no partido.

José Eduardo dos Santos, que foi Presidente de Angola de 1979 a 2017, anunciou, em 2016, que pretende deixar a vida política ativa em 2018, ano em que completará 76 anos.

O secretário para a Informação e Propaganda do MPLA considerou que os processos de transição “obedecem a uma dinâmica e a um formato e têm a ver muito com aquilo que vão sendo exatamente a ação de todos”.

“Todos nós estamos num processo de mudança e processos de mudança são perfeitamente normais, temos de nos habituar a estes. Nós, MPLA, sabemos que, desse ponto de vista, é uma experiência nova, nós não temos nenhum receio de a fazer, aliás é preciso dar bem nota disso, que o MPLA até agora está a ser um exemplo africano, mundial”, disse.

Segundo Norberto Garcia, o líder do partido está a levar a cabo um processo de mudança, que está a ser acompanhado pelo partido “de uma forma perfeitamente urbana, normal”.

Fonte: Lusa

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