Não sei, talvez, depende…

Palavras vagas que não dão exatamente uma resposta. Ótimas para os dias de hoje onde as pessoas preferem deixar as coisas no ar, em vez de se decidirem de uma vez.
Não é exatamente por não terem uma resposta, é porque por alguma razão não a querem dar… Sabes do que estou a falar? Sabes aquela vez em que disseste “não sei”, mas na verdade sabias. Aquelas vez em que disseste “talvez” e na verdade querias dizer que não? E aquela vez em que disseste “depende” mas apenas dependia de ti?
Estas palavras têm muito pouca eficácia no dia-a-dia. Não sei se já repararam, mas as pessoas de grande sucesso, aquelas que se destacam por algum motivo, não dizem estas expressões. Dizem sim, palavras diretas, assertivas, que tragam solução, e que tragam solução agora.
Para estas pessoas não existe:
– Não sei
– Talvez
– Depende
– Logo vejo
– Vai-se indo
– Mais ou menos
– Depois faço

Existem 3 motivos claros que levam uma pessoa a dizer, e por consequência, a ouvir, este tipo de expressões:

  1. Dificuldade em assumir compromisso
    As pessoas com medo de se comprometer, por medo, por perguiça, ou pelo que for, têm mais tendência a deixar tudo em cima do muro. Não dizem nem que sim, nem que não. Não dizem se vão ou se não vão.
  2. Dificuldade em dizer “não”
    Quando queremos agradar toda a gente, mas no fundo precisamos dizer “não”, também criamos o hábito de deixar tudo no “morno”, nem quente nem frio.
  3. Sabe o que tem que fazer, só que no fundo não quer fazer
  4. As pessoas que sabem a solução do problema que estã a enfrentar, mas têm preguiça de fazer o que têm que fazer, acabam por andar a passear entre o problema e a solução. Entre o suposto desespero em resolver o problema e o medo de assumir a responsabilidade pela solução. Ora vão, ora vêm. Ora estão motivados para mudar, ora estão desmotivados para agir. Então acostumam-se a andar no “mais ou menos”.
Não sei se te identificaste com algum dos exemplos acima, ou se identificaste alguém que conheças. Seja um ou outro, acredita nisto: Tornamo-nos, mais cedo ou mais tarde, naquilo que tanto falamos. Se não sabes para onde querer ir, acabarás por não chegar a lado nenhum. Em muitas situações é melhor errar rápido, que acertar devagar. Porque enquanto uns erram, levantam, e continuam, aprendendo com os seus erros, outros ainda estão a ver que primeiro passo devem dar.
Decisão é poder. Toma uma.
Até para a semana!