Não sou o Besa ou a Cap. nem o Bazeza da zona!

(Vem aí a lista de alguns «colegas» do maior promotor de espectáculos do Popula)

Quero pedir desculpas ao Riquinho. Acho que tenho sido injusto com ele. Mas, calma aí, stop antes de avançar, é melhor esclarecer que isso nada tem haver com a exigência que ele me fez, em como me daria 20 mil dólares, caso eu lhe pedisse clemência. Um absurdo total! Ele que ponha os 20 mil dólares no fundo das costas, pois o que quero apenas é que o sujeito me pague os meus 2 militos e mais nada. Ei de lutar por isso até à última gota do meu sangue. E como homem está intransigente, estou a desconfiar que este assunto ainda vai acabar em desgraça( dele, minha ou nossa), num cemitério local, se calhar no maior de África, ali pelas bandas do Benfica.
Entretanto, acho que se eu fosse de Catete, este assunto já estaria resolvido a meu favor a muito tempo. Os mona batas são mais ou menos pragmáticos como os latigas: Protegem-se uns aos outros para serem mais fortes ali onde estiverem em minoria. E isto resulta. Por isso, duvido que a nação catetense me deixasse ser abusado por um cafuso qualquer como Riquinho me tem abusado, mais ainda na condição de pessoa quase indefesa em que me encontro, eu que até tenho uma razoável proeminência política, social e cultural. A estas horas já teria surgido um brigadeiro ou um comissário bem mau a lhe dar um calor: « Xé, senhor Riquinho paga lá o dinheiro alheio do outro pá, se não ainda voltas para choça. E não duvides…». E assim não seria preciso pô-lo em tribunal, até porque o dinheiro da causa é tão coxito, que eu ainda ficaria a dever o advogado se enveredasse pela via judicial para resolver o caso.
Para meu azar, nasci mbora filho de malaguetas no sambila, gente que não se ajuda e até se inveja entre si. E além do mais, depois que o Nguxi lhes tirou abanga do nosso cafunfu das camangas, os madiés começaram a arrear e hoje quase todos parecem bem tejos, nada haver com a rainha. Por isso é que o Jonas Savimbi lhes estava a reservar um destino ferroviário altamente dental, caso ganhasse as eleições de 92. E depois ainda lhes xingou mais, quando vinha à conquista da terra dos malaguetas, em como as tropas não precisavam de levar as mulheres deles porque haveriam já de encontrar as nossas senhoras com as portas abertas. O Mano-Mais-Velho abusava bué. Muito Mais do que eu. Mas, pronto, vamos já esquecer tudo, em nome da reconciliação nacional.
Bom, como ia dizendo, gostava de pedir desculpas ao Riquinho, por estar a ser injusto com ele. O sujeito podia até acusar-me de estar a cometer discriminação contra ele. Aliás, disseram-me que o homem, não sei se é mentira ou verdade, já teria manifestado o seu desagrado mais ou menos nos seguintes termos: «O Salas está a ser injusto comigo. O gajo só me chama a mim de gatuno, por não querer pagar o dinheiro dele, quando há outros sacanas a lhe fazerem o mesmo e o cabrão não diz nada. E os gajos até são gatunos mais sujos do que eu, que roubam mijinhas, 100 dólares, 200 dólares. Eu não!».
Pois é. No fundo, o homem tem razão dele, já que há gajos que estão a fazer-me o mesmo que ele: Pediram-me dinheiro emprestado e não pagam a mais de 2 anos. São quase todos pessoas ligadas a mim profissionalmente. Umas desapareceram pura e simplesmente assim que dei baixa em Julho de 2015, enquanto outras, embora gravitando mais ou menos ao meu redor, estão a fazer-se de esquecidas, como se eu fosse o BESA ou a CAP. O caso mais chocante é o de um gajo a quem considero quase como um irmão, mas que me está a espetar o dedo com a maior cara de pau. Ele era meu colaborador, a quem pagava mil dólares por cada quatro crónicas simples/mês, balúrdio que ele nunca mais verá na vida. Emprestei-lhe 200 dólares em dois momentos, ao tempo do famoso «funge de bacalhau». Há dias, abordei o assunto com ele de leve e o homem veio-me com uma conversa esquisita sobre uma alegada sobrefacturação bancária da sua vença como justificação para o seu incumprimento que me deixou de boca aberta. Há gente que manda lata.
Fiquemos desde já com a lista(codificada) dos supostos potenciais «colegas» do Riquinho: Juvelino Sobral, Sani Januário, Laurentino Cambanza, Josemar Correia, Crisóstomo Soares das Neves, Mc Felisberto e Celcius Makandumba.
Há dois nomes que já não deviam estar na lista mas que foram mantidos para não me estragarem a charada. Um por me ter pago há dias os 100 dólares que me devia há anos, ao meu câmbio do dia ( 30 mil kwanzas), depois de saber que a lista dos faltadores tinha publicação iminente. O outro porque afinal eu já lhe tinha perdoado a divida de 500 dólares em Setembro de 2015 ( eu estava bêbado?), em jeito de gratidão pelo grande apoio que ele me deu como o meu principal colaborador durante o tempo em que fui director do Semanário Angolense. Quem descobrir a identidade destes dois camaradas terá direito a uma estada de 15 dias num Resort Bantu no Mazozo, com o patrocínio que vou pedir a Unitel.
Pedagogia: Quem pede dinheiro por empréstimo deve sentir-se na obrigação de pagar o devido mais rápido possível e nos termos acordado. A não ser assim, deve pedi-lo como esmola ou como patrocínio que no fundo são a mesma coisa. Pelo menos, é assim que eu faço.
Por falar em divida, deixem-me dizer que depois de já ter pago a taxa de lixo deste mês estou em falta apenas com o empresário Beto Xanana, aquele miúdo cambuta que geria o sindicato da cerveja. Devo-lhe 200 paus, dinheiro que ele tinha adiantado para um negócio que acabou por não se concretizar. Estive com ele, mais o Pírula e o Bebé Piedade, no sítio da aninhas a mamar de leve umas ampolas e acordamos que repararia a minha falta assim que os supostos potenciais «colegas» do Riquinho me pagassem o que devem.
Para terminar, gostava de pedir sinceras desculpas por eventuais embaraços aos visados nesta lista pela forma pouco ortodoxa como estão a ser notificados, embora bem o mereçam. Contudo, aconteça o que acontecer, uma coisa é certa: Quem me conhece bem, sabe que eu nunca fui, não sou e duvido que venha a ser o Bazeza da Banda. Portanto, paguem lá mazé a merda dos meus «quizeres», antes que eu me zangue de verdade. Porra!