Nostalgia!

Que dia melhor do que um sábado ou domingo para visitar as Quedas do Duque de Bragança – pensava eu e muita gente. Puro engano. Na realidade os grupos piqueniqueiros, não acrescentavam qualquer sabor à visita. A beleza majestosa do local é demasiado superior e suficientemente eloquente por sí só.
 
Preferia mil vezes absolutamente só. Eu e a água. Deixando-me absorver pela musicalidade agressiva e monótona de toda aquela massa de água que se desprendia das alturas para vir chocar cá em baixo com o leito do rio.
 
Tve o previlégio de o fazer durante o tempo que estive destacado em serviço, na zona do Duque de Bragança. Sempre que o tempo o permitia e depois do almoço, abalava eu para as quedas e por lá ficava estendido e dormitando numa das suas enormes pedras.
 
Como me sentia pequenino. Deus Meu, perante a grande panorâmica tipo scope-natural que se erguia a minha frente. E, por ali ficava, embebido, absorto, sem mais nada ver ou ouvir, senão, a água borbulhando e o som característico da água a despenhar-se por ali abaixo…  até que as horas do regresso, a realidade me  traziam de novo.
 
Que nostalgia, Meu Deus !!
 
 
Deixo-vos e até para a semana. com um poema do Prof. Isaac Santiago
 
 
 
Amigo, 
 
Tu que nos visitas
sê bem vindo,
Estás em tua casa!
Bebe do nosso vinho,
E come do nosso pão,
E quando, depois partires
Leva-nos no coração.
 
E um dia, se sentires a nostalgia,
do tempo que já passou, 
escuta o vento!
Ouvirás o seu lamento 
nos sons d’alguma quissange;
“Ai, só não sente nostalgia
Quem já não possui Malanje”.  
Amigo, 
 
Tu que nos vistas
sê bem vindo,
Estás em tua casa!
Bebe do nosso vinho,
E come do nosso pão,
E quando, depois partires
Leva-nos no coração.
 
E um dia, se sentires a nostalgia,
do tempo que já passou, 
escuta o vento!
Ouvirás o seu lamento 
nos sons d’alguma quissange;
“Ai, só não sente nostalgia
Quem já não possui Malanje”. 

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