Observadores da UA deixa críticas à cobertura feita pelos órgãos de informação públicos

Em conferência de imprensa, recomendou ao Governo “o reforço do órgão regulador da comunicação social de modo a garantir o acesso e a cobertura equitativos de todos os partidos políticos e candidatos nos meios públicos de comunicação social”, bem como “medidas que estimulem uma maior representação política das mulheres, jovens e grupos minoritários” no processo eleitoral.

O antigo primeiro-ministro cabo-verdiano assegurou que os observadores presenciaram a abertura, a votação, o encerramento e o apuramento dos resultados em 260 assembleias de voto, em áreas urbanas e rurais das 18 províncias angolanas e considerou que o Governo deve melhorar o registo de eleitores “a fim de se assegurar que todos recebam os cartões a tempo e que os cadernos eleitorais sejam publicados em tempo oportuno”.

A missão de observadores da União Africana (UA) considerou, no entanto, que o processo decorreu de forma tranquila e sem incidentes de maior, com respeito pela legislação e procedimentos estabelecidos, mas aponta a cobertura equitativa da campanha eleitoral por parte da imprensa pública, a divulgação atempada dos registos eleitorais e um diálogo permanente da CNE com todos os actores do processo eleitoral, como objectivos não alcançados durante o acto eleitoral.

O antigo primeiro-ministro cabo-verdiano aconselhou a CNE a fazer “o reforço dos mecanismos de diálogo permanente em actos eleitorais nacionais, por forma a promover uma maior inclusão de todos no processo eleitoral” e tomar mediadas que melhorem “o processo de acreditação dos representantes dos partidos políticos” junto daquele órgão.

José Maria Neves assinalou “a presença dos representantes dos partidos políticos em todas as assembleias de voto visitadas, “embora nem todos os partidos tenham estado presentes”, disse, acrescentando que na maioria das assembleias visitadas pela UA, os partidos políticos receberam cópias assinadas das actas dos resultados, que foram publicadas na maioria das mesas de votos.

“A missão constatou a fraca presença de observadores nacionais”, destacou também, acrescentando que “houve uma atmosfera calma e de tranquilidade em todas as assembleias visitadas, sem nenhum incidente digno de realce”, a maioria das assembleias foi aberta atempadamente, houve material suficiente e as cabines de votação, “de modo geral foram colocadas de forma apropriada, garantindo o segredo do voto”.

Depois de falar do “grande dispositivo de segurança, que contribuiu para um ambiente de segurança no dia do escrutínio”, que de forma discreta e profissional ficou a uma distância regulamentar, José Maria Neves assinalou que “a missão constatou que a maioria das assembleias visitadas encerrou na hora prevista e o processo de apuramento decorreu nas mesas de voto em conformidade e na presença de representantes dos partidos políticos e observadores internacionais”, o que contribuiu para a transparência do processo.

Fonte: Novo Jornal

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