Operação Fizz: Orlando Figueira e Paulo Blanco condenados por corrupção e branqueamento

Os juízes deram como provado que o ex-magistrados do Departamento Central de Investigação e Acção Penal ( DCIAP)cometeu corrupção passiva qualificada, branqueamento de capitais , violação do segredo de justiça e falsificação de documentos, condenando-o ainda a proibição de funções na magistratura durante cinco anos.

O tribunal considerou ainda que durante o julgamento ficou provado que Paulo Amaral Blanco foi co-autor nos crimes de corrupção activa, branqueamento de capitais e violação de segredo de justiça, condenando-o a quatro anos e quatro meses de cadeia com pena suspensa.

Em relação ao empresário Armindo Pires, o tribunal entendeu que “a conexão dos factos no processo não é abundante e que são insuficientes para lhe atribuírem os factos que lhe são imputados” pela acusação.

Na origem deste processo estão alegados pagamentos do ex-vice-Presidente de Angola, Manuel Domingos Vicente, em cerca de 760 mil euros, e a oferta de emprego a Orlando Figueira para ir trabalhar como assessor jurídico do Banco Privado Atlântico, em Angola, em contrapartida pelo arquivamento de inquéritos em que o também antigo PCA da Sonangol era visado, designadamente na aquisição de um imóvel de luxo no edifício Estoril -Sol, por 3,8 milhões de euros.

O processo crime de Manuel foi separado do resto da Operação Fizz e foi enviado para Angola .

Fonte: Lusa.

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