Papel associativo na cidadania

Vivemos uma mudança muito acentuada e impulsionada por uma liderança forte e ativa no nosso país, Angola. Enquanto cidadãos durante anos, os hábitos adquiridos de que o Estado garantia tudo, mas depois eram sempre os outros os culpados dos erros de governação, sem que os cidadãos pouco ou nada fizessem para olhar o futuro com solidez, e deixar o pensamento de sobrevivência do dia-a-dia, está transformar essa mentalidade.

O nepotismo de muitos dizendo que as ordens veem de cima para abusarem da liberdade das escolhas tendem a ser colocado em causa. Esta mudança deve e tem que acontecer de igual modo no espirito do associativismo e na cooperação no seio da comunidade angolana no exterior de Angola, em especial aquela que há anos reside em Portugal.

Não se pode perpetuar a prática de dependências tutelares para resolver problemas que competem aos cidadãos de per si encontrar soluções.

Devemos prosseguir o caminho da dignificação do trabalho e do empenho da cidadania angolana, cultural, social e economicamente falando, com a humidade, para por vezes há necessidade de solicitar a ajuda de outos.

As associações devem ter o fim que os seus próprios objetivos promovem e não ser “máscara” para intervenções desviantes e tutelares de terceiros, isso tem conduzido aos compadrios e ao desperdício de recursos humanos e financeiros, estes últimos são cada vez mais escassos.

Devemos ter uma cultura clara de separar e diferenciar o material do espiritual, porque essa sempre foi a vontade de Jesus Cristo e nos foi transmitido pelas Escrituras, se houver dúvidas desta prática olhemos para o episódio da expulsão dos vendilhões do Templo.

O exemplo impulsionado pelo Presidente João Lourenço da clareza e da transparência no combate à corrupção permitirá que muitos dos recursos financeiros sejam mais bem aplicados na ajuda de quem mais precisa.

Temos muitos compatriotas a passar dificuldades de natureza diversa em Portugal, e descuramos alguns meios legais e a conjugação de esforços para darmos dignidade de vida a esses cidadãos, porque andamos entretidos com vaidades de natureza pessoal para descobrir quem tem mais acesso e mais direto a áreas do poder e de informação, por exemplo.

Saibamos olhar para dentro da comunidade e conjuguemos esforços coletivos na resolução dos problemas e afastemos o que parasita e entrava o bem-estar geral. Este é um dos principais ensinamentos da alteração do comportamento e dever de cidadania que nos é transmitido de Luanda. Diga-se que a campanha iniciada é um exemplo para o mundo e se todos nos empenharmos nessa tarefa este século será a grande viragem da Angola que amamos.

Não nos esqueçamos que a democracia horizontal sempre foi uma anarquia total, saibamos respeitar da democracia vertical e cada um saiba desempenhar com competência e responsabilidade o seu papel na sociedade em que está inserido.

Sempre estivemos prontos e disponíveis para cooperar nos diferentes níveis social e associativo, outros que saibam ouvir e não prosseguir a cultura da bajulação e do separatismo em detrimento da integração, porque estas últimas atitudes têm conduzido a resultados desastrosos no seio da comunidade angolana em geral e até na imagem que se transmite.

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