PGR justifica-se com “complexidade”do processo de Isabel dos Santos

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O Procurador-Geral da República (PGR) de Angola justificou na passada quinta-feira a morosidade do processo de Isabel dos Santos com a sua “complexidade” e referiu que a empresária “é livre de dizer aquilo que achar conveniente para a sua defesa”.

Segundo Hélder Pitta Grós, “os processos não se investigam em seis meses e nem em um ano, esse é o tipo de crimes que, pela sua complexidade, levam muito mais tempo, são muito mais morosos”.

“Requerem também muita intervenção da cooperação internacional a solicitação de exames, de perícias, de documentação”, argumentou, em declarações aos jornalistas, após inaugurar o Parlatório Virtual (Sala de video-conferência) do Hospital Prisão São Paulo, em Luanda.

Para o procurador-geral da República, a “morosidade” do processo que envolve a empresária Isabel dos Santos também decorre das limitações impostas pela Covid-19, “sobretudo no ano passado, pelo que as instituições já não trabalham, praticamente a 100%”.

“Isso não só em Angola, mas também noutros países mais desenvolvidos do que o nosso, também há dificuldades no funcionamento, mas o importante é que o trabalho está a ser feito e da melhor forma possível”, assegurou Hélder Pitta Grós, sem entrar mais em detalhes.

“Conspiração” sem comentários

Quando questionado sobre a “conspiração” de que a empresária se queixa, o PGR respondeu que “a senhora engenheira Isabel dos Santos é livre de dizer aquilo que achar por conveniente para a sua defesa”.

A empresária acusou, em finais de Março, o Presidente João Lourenço de tentar “usurpar” ilegalmente os seus bens e apresentou no Tribunal de Londres alegadas provas que revelariam “uma conspiração” no âmbito do processo que envolve a Unitel.

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