PGR ordenou encerramento de templos da IURD em Luanda

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) ordenou o encerramento dos templos da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) no País, no momento em que está a ser investigado o conflito interno entre pastores brasileiros e angolanos.

Na capital angolana, foram apreendidos vários imóveis usados como catedrais pela igreja evangélica de origem brasileira, nomeadamente nas localidades de Alvalade, Maculusso, Morro Bento, Patriota, Benfica, Cazenga e Viana, segundo um comunicado emitido pela PGR angolana a que a Vivências Press News teve acesso.

As apreensões resultam do facto de existirem nos autos indícios suficientes da prática de crimes de associação criminosa, fraude fiscal, exportação ilícita de capitais, abuso de confiança, entre outros ilícitos de natureza análoga”, lê-se no comunicado da PGR angolana.

A apreensão desses imóveis da IURD decorre no âmbito do processo levado a cabo pela PGR sob suspeita de branqueamento de capitais, fraude fiscal e associação criminosa, numa altura em que a actividade desta organização religiosa em Angola está a ser gerida por uma Comissão de Reforma, desde o fim de Julho.

Numa assembleia extraordinária, a Comissão de Reforma da IURD Angola elegeu como seu coordenador o bispo Valente Bizerra Luís e decidiu também, “por unanimidade, dar por findo o serviço eclesiástico pela IURD Angola dos missionários brasileiros em todo o território angolano”.
A acta publicada no Diário da República de Angola a 24 de Julho assinala que os membros conferiram poderes à Comissão de Reforma da IURD Angola para gerir todos os programas eclesiásticos televisivos, radiofónicos, de imprensa e plataformas digitais da IURD Angola.

Desde então, os membros brasileiros da direcção foram destituídos, e foram eleitos novos elementos angolanos. Foi igualmente posto fim aos serviços dos missionários brasileiros.

O conflito já deu origem à abertura de processos-crime pela PGR de Angola e subiu à esfera diplomática, com o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a pedir ao seu homólogo, João Lourenço, garantias de protecção dos pastores brasileiros e do património da Igreja. O chefe de Estado angolano prometeu um “tratamento adequado” do assunto na justiça.

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