Poderá o Acordo Ortográfico da CPLP incluir aspectos das línguas bantu?

Foi este o desejo manifestado pelo Ministério da Educação, no âmbito da celebração do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP, domingo, 5 de Maio, em Luanda – que o Acordo Ortográfico (AO) da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) considere alguns aspectos da linguística bantu.

No decorrer dos eventos de celebração, a mensagem veiculada por aquele ministério diz pretender ver reflectidos no AO aspectos das línguas bantu, para que a realidade da linguística do português de Angola possa ser retratada nas gramáticas contemporâneas.

“Certamente a comunidade buscará atender a esta necessidade do desenvolvimento linguístico de Angola, pois os Estados que a compõem são democráticos, atendem as recomendações das organizações regionais dos Estados-membros, como é o caso da Academia das Línguas Africanas (ACALAN)”, lê-se na mensagem. Como instituição da União Africana, a ACALAN recomenda a conciliação dos fenómenos linguísticos, com vista à preservação da paz.

Este é o percurso que Angola tem seguido, para a promoção da paz enquanto Estado-membro plurilingue e com necessidade de construir e de preservar o legado mais precioso que é a paz

A elaboração de um vocabulário ortográfico nacional e a rectificação de determinadas bases técnico-científicas estão entre as pretensões de Angola para ratificar o Acordo Ortográfico ao nível da CPLP. Em vigor desde 1990, o AO foi ratificado apenas por Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Angola mantém-se de fora por considerar haver aspectos a corrigir no acordo.

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