Porque hoje é 11 de Novembro…

Porque hoje é 11 de Novembro, dia da Dipanda, e das comemorações do 44º aniversário da nossa independência, prefiro recordar que, somos territorialmente independentes, mas…

continuamos, economicamente, dependentes de uma mono-exportação, o petróleo, e das flutuações do preço/barril impostas externamente;

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mantemos um enorme défice em termos de energia eléctrica, quando temos novas e – supostamente – enormes fontes energéticas, como as novas e as recuperadas barragens que – supostamente – nos deveria fornecer a referia energia (segundo o colunista e analista Sousa Jamba, na Aldeia Camela Amões a auto-suficiência energética é total, devido às energia alternativas de que nós somos, ou deveríamos de ser, produtores e exportadores);

prosseguimos com a manutenção de uma deficiente salubridade pública nas principais urbes nacionais, mesmo nas chamadas “centralidades” – mais não são que bairros novos com nova denominação – como fotos são publicamente mostradas nas referidas páginas sociais;

juntamos à crise económica, uma seca prolongada e fome inequívoca que muitos dos nossos concidadãos não entendem como possível, quando nas páginas sociais e em alguns órgãos de informação nacionais mostram haver víveres e frutas em excesso e não aproveitadas quer pelas autoridades regionais – como forma de defender os interesses populacionais da área –, como nacionais;

se, ainda economicamente, a tudo isto juntarmos a entrada em vigor do IVA e do que parece ser um inequívoco abuso de alguns vendedores em aumentarem os produtos, sob a capa do IVA, coloca-se, ou recoloca-se, a questão já avançada, na semana passada, por um economista: não haverá quem esteja a usar o IVA para açambarcamento, como todas as consequências sociais que dí advierem?…

persistimos a ter uma moeda nacional totalmente flutuante e com evidentes efeitos colaterais na economia, nomeadamente, na importação de certos bens de primeira necessidade – será que não teríamos condições para os já produzir internamente? –, bem como na pouca afluência do turismo – uma moeda volátil em que os preços acompanham a flutuação, sempre para cima, não ajuda a atracção do turismo –, ou, ainda mais desencoraja potenciais investidores por não saberem se, e como, poderão obter infra-estuturas necessárias para implementar empresas produtivas e, ou, repatriar os respectivos dividendos por o País não ter divisas externas em suficiência;

também o nosso sistema de saúde continua a ser deficiente, pese, embora, a nova atitude governativa de procurar melhorar estas condições até ao final do

mandato. Dois anos já lá vão…

socialmente, o Povo Angolano continua a ver o emprego a decrescer e o desemprego a aumentar, o mercado informal a não diminuir, por aquelas razões, o que tem clara influência num mal-estar que, por vezes, pode ser uma bolha em enchimento constante. E quando a bolha atinge o limite de enchimento; será que haverá quem deseje que ela exista e encha até rebentar?…

Haveria outros factores importantes para aqui reportar-se, mas…

Mas não esquecer que o Governo, ou melhor, o senhor Presidente João Lourenço, como Chefe de Estado e de Governo, já só tem 3 anos e no próximo ano, ou seja, em 2020, haverá – se não houver atrasos como já corre por aí… – eleições autárquicas que poderão ser influenciadas por todos estes itens…

E celebremos a Dipanda e que o 45º seja bem melhor. Por alguma razão, o angolano sempre foi muito optimista…

* Investigador do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE-IUL(CEI-IUL) e investigação para Pós-Doutorado pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto**

** Todos os textos por mim escritos só me responsabilizam a mim e não às entidades a que estou agregado

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