Porquê ou para quê?

Funciona mais ou menos assim: Quando está tudo bem, a maioria das pessoas sabe a importância dos momentos maus, mas quando os está a viver, questiona a justiça daquilo que a rodeia.

Questionar não é o problema, o problema é o tipo de questões fazemos. Questionamos de forma errada.

Está comprovado que não conseguimos não responder às perguntas que nos fazemos, logo, de acordo com as perguntas surgirão respostas, dessas respostas pensamentos, sentimentos, comportamentos e consequentes resultados.

Reparem que quando a pessoa questiona de forma errada, pergunta coisas do género:

“Porquê que isto me aconteceu? Porquê a mim? Porquê, se sou tão boa pessoa, trabalho tanto…”

Ou seja, a pessoa que questiona de forma errada, usa muito o “porquê” nas suas más questões.

Quando uma pessoa questiona da forma certa, faz perguntas do género: “Para que é que isto serve, e como posso aprender com isto? Para que outras situações posso transferir estas aprendizagens?”

A pessoa que faz boas perguntas usa o “Para quê”, para dar uso às suas experiências.

Ninguém quer passar por maus momentos, mas já que temos que passar de qualquer maneira, não há o porquê de ficar a remoer sobre algo que já está a acontecer. Se já está a acontecer, porque não desfrutar?

Não digo desfrutar no sentido limpo da palavra, mas no sentido em que podemos observar, aprender, crescer e ter experiências para contar no futuro.

Se só reclamamos, questionamos (de forma errada), choramos e deixamos que todas as emoções pouco úteis tomem conta de tudo, nem sequer conseguimos ver exatamente o que está a acontecer. Isto nubla o nosso raciocínio e nos prende ao mesmo sítio durante mais tempo do que o necessário.

A diferença entre o “Porquê” e o “Para quê”, é a diferença entre a minha atenção estar no problema ou na solução. É também a diferença entre eu sentir-me sem esperança ou com esperança. E é a diferença entre estar parado à espera de um milagre, ou fazer com que ele aconteça.

Muda as tuas questões, podes mudar muita coisa com isso.

Até para a semana!

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