Portugal: GNR detém 12 pessoas em desmantelamento de rede de contrabando com origem em Angola

A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve 12 pessoas ao desmantelar uma rede internacional de contrabando de tabaco que era introduzido em Portugal por via aérea proveniente de Angola, anunciou esta sexta-feira a corporação.

A Unidade de Acção Fiscal (UAF) da GNR estava há cerca de um ano a investigar esta rede, cuja actividade criminosa consistia na introdução de tabaco de contrabando através dos principais aeroportos portugueses, Lisboa e Porto, tendo como centro de distribuição os distritos de Lisboa, Porto e Setúbal, adianta a GNR, em comunicado.

A corporação refere que as diligências de investigação culminaram com a operação Hórus, que consistiu no cumprimento de 12 mandados de detenção, bem como 39 mandados de buscas, dos quais 22 em residências.

No âmbito da operação, a GNR constituiu 20 arguidos, quinze homens e cinco mulheres, com idades entre os 29 e 60 anos de idade, 12 dos quais foram detidos e têm nacionalidade portuguesa e angolana .

Segundo a GNR, os detidos estão indiciados na prática de contrabando qualificado, introdução fraudulenta no consumo qualificado, associação criminosa e receptação de mercadorias objecto de crime aduaneiro.

Os militares da UAF apreenderam também 76.140 cigarros avulso, diversas malas de viagem utilizadas para o acondicionamento do tabaco, 7.090 euros em numerário, 73 equipamentos informáticos, sete veículos e duas máquinas de jogo ilegal.

A força de segurança sublinha que, durante o último ano, esta organização comercializou ilicitamente cerca de 4,5 milhões de cigarros, originando uma fraude ao Estado português num montante de cerca de um milhão de euros, por falta do pagamento de impostos indirectos (IVA e Imposto Especial sobre o Consumo).

Os 12 detidos foram presentes, na quinta-feira, ao Tribunal Judicial de Sintra, que lhes aplicou as medidas de coacção de obrigação de apresentação periódica no posto policial da área de residência, caução no valor de três mil euros para dois dos detidos e sete mil para um outro, proibição de ausência do país e de contacto entre si.

A GNR mobilizou para a operação 106 militares da Unidade de Acção Fiscal, que contaram com a colaboração da Polícia de Segurança Pública.

Fonte: Lusa.

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