PR moçambicano e líder da Renamo querem celeridade no processo de paz

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O chefe do Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e o presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade, defenderam esta sexta-feira, 17, a celeridade do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos guerrilheiros do principal partido de oposição.

Os dois líderes estiveram reunidos em Maputo e foi “consensual a necessidade de tornar o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos guerrilheiros da Renamo mais célere”, indica um comunicado da Presidência da República enviado à imprensa.

O documento não avança detalhes sobre o estado do processo negocial, limitando-se a descrever um “ambiente de harmonia e cordialidade” que terá caracterizado o encontro.

O chefe do Estado moçambicano e o líder da Renamo assinaram em Agosto de 2019 um acordo de paz, um entendimento que prevê o desarmamento dos guerrilheiros do principal partido de oposição.

Passados oito meses, ainda nenhum guerrilheiro entregou as armas, exceptuando 10 oficiais da Renamo indicados para integrar o Comando-Geral da Polícia moçambicana e que concluíram instrução em Novembro.

Numa entrevista recente à Lusa, Ossufo Momade disse que o desarmamento vai abranger 5.000 guerrilheiros da Renamo, tendo avançado que o processo ia arrancar em breve.

Além do processo negocial, os dois líderes debateram os ataques armados que têm sido atribuídos a dissidentes da Renamo no Centro de Moçambique, incursões que desde Agosto já mataram cerca de 20 pessoas.

Segundo o documento, que não apresenta pormenores sobre o assunto, Filipe Nyusi e Ossufo Momade destacaram a necessidade de soluções urgentes para conter a insegurança no Centro de Moçambique.

Entre os temas debatidos esteve também a insegurança em Cabo Delgado, onde grupos armados têm protagonizado ataques desde Outubro de 2017. Pelo menos 350 pessoas já morreram devido aos ataques, que afectaram 156.400 pessoas.

No fim de Março, as vilas de Mocímboa e Quissanga foram invadidas por um grupo, que destruiu várias infra-estruturas e içou a sua bandeira num quartel das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique.

Na ocasião, num vídeo divulgado na Internet, um alegado militante jihadista justificou os ataques de grupos armados no Norte de Moçambique com o objectivo de impor uma lei islâmica na região.

Foi a primeira mensagem divulgada por autores dos ataques que ocorrem há dois anos e meio na província de Cabo Delgado, gravada numa das povoações que invadiram.

Fonte: Interlusófona

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