Presidente do MPLA quer congresso a debater desenvolvimento de Angola

O presidente do MPLA, no poder em Angola, defendeu hoje a realização de um “debate franco” sobre o reajuste do Plano de Desenvolvimento Económico e Social, durante o congresso extraordinário de 8 de Setembro, que marcará a sua saída.

A posição foi assumida por José Eduardo dos Santos, ex-chefe de Estado angolano, no discurso de abertura da reunião extraordinária do Comité Central do Partido Popular de Libertação de Angola (MPLA), para preparar o congresso.

“Resta-nos muito pouco tempo para esse magno ato, que marcará, não só, a conclusão do processo de transição política na presidência do MPLA, mas será também uma oportunidade para se definir, por meio de um debate franco, a estratégia para reafirmar ou reajustar o Plano de Desenvolvimento Económico e Social para a implementação do programa do Governo aprovado no último congresso do MPLA”, disse.

José Eduardo dos Santos exortou igualmente a uma participação ativa dos militantes e simpatizantes do partido no congresso extraordinário de setembro, durante o qual se espera a subida à liderança do MPLA de João Lourenço, chefe de Estado angolano.

O ex-Presidente disse acreditar que o congresso de 08 de setembro, que marcará a sua saída do poder, “decorrerá, sem dúvidas, numa atmosfera de fraternidade e camaradagem”.

O Comité Central do MPLA aprovou em maio a proposta de candidatura de João Lourenço, vice-presidente do MPLA e chefe de Estado angolano desde setembro do ano passado, ao cargo de presidente do partido, que é liderado desde 1979 por José Eduardo dos Santos.

Esta terceira sessão extraordinária do Comité Central avalia e discute hoje, em Luanda, entre outras questões, os preparativos para a realização do 6.º congresso extraordinário, os documentos que constituem os fundamentos para a sua realização e ainda as normas e o seu conteúdo de trabalho.

A reunião de hoje discute ainda o projeto de resolução do Comité Central sobre a candidatura de João Lourenço à presidente do MPLA, o projeto de regimento da sua comissão nacional preparatória e da sua proposta de composição e também o projeto de metodologia geral de preparação e realização do congresso extraordinário”.

Ainda segundo o presidente do partido no poder em Angola desde 1975, o MPLA tem desenvolvido ações no sentido de aprofundar a unidade e a coesão das suas fileiras, a fim de continuar também o seu “inestimável contributo” para a consolidação da estabilidade política.

José Eduardo dos Santos referiu que o desenvolvimento da sociedade angolana deve assentar “no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e do emprego, (…) visando o bem-estar do povo angolano”.

A liderança do MPLA – e a presidência angolana – foi assumida por José Eduardo dos Santos a 21 de setembro de 1979, na sequência da morte do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, a 10 de setembro do mesmo ano, em Moscovo.

José Eduardo dos Santos, de 75 anos, anunciou em 2016 que deveria deixar a vida política ativa este ano, tendo confirmado a sua saída, na última sessão extraordinária do Comité Central do MPLA, realizada a 25 de maio, argumentando que “tudo o que tem um começo tem um fim”.

Fonte: Lusa

Deixe o seu comentário