Príncipe Harry poderá visitar Angola em breve

O príncipe Harry e a esposa, a duquesa Megan Markle, podem visitar Angola, em breve, no quadro de um périplo pelo continente africano, segundo o jornal britânico The Daily Mail.

Num post na rede social Instagram, partilhado pelo jornal, o príncipe fala da “ligação” com Angola. O duque de Sussex interagiu com os internautas sobre os seus 20 anos de “ligação” com Angola no post feito na quinta-feira, 27 de Junho.

O príncipe Harry, 34 anos, partilhou a mensagem sobre a “ligação” com Angola na conta do Instagram da realeza de Sussex um dia depois de ser anunciado que ele e a esposa visitam, em breve, a África do Sul e o Botswana.

No Instagram, o príncipe discutiu a importância do Delta do Okavango e o seu impacto na preservação do ecossistema e da vida animal no planeta Terra. “Sei que o ecossistema [no Delta do Okavango] é selvagem no seu melhor, desempenhando um papel absolutamente crucial para o Planeta, para pessoas e para a vida selvagem. É a nossa única oportunidade para salvar este magnífico último Éden [na Terra]”, escreve Harry no post associado a uma imagem sobre uma campanha da National Geographic de recolha de fundos para produzir um documentário sobre a vulnerabilidade do ecossistema crítico do Delta do Okavango e os seus rios afluentes em Angola.

O post explica que “Sua Alteza Real está grato” por ver uma parceria entre a National Geographic, o Governo angolano e a Organização Não Governamental The Halo Trust na protecção do habitat natural e apoio à gestão sustentável dos rios.

Falando dos perigos da destruição do ecossistema, Harry acrescentou: “Milhões de pessoas, a segurança alimentar e a geração de energia na região dependem do fluxo livre dos rios” do Delta do Okavango. O príncipe Harry já esteve em Angola para um projecto de desminagem humanitária. A mãe, a princesa Diana, visitou Angola com o mesmo propósito em meados da década de 90.

Desminagem
O Cuando Cubango necessita de um financiamento de, pelo menos, 90 milhões de dólares, para desminar até 2025 os 227 campos catalogados ao nível da província.

A constatação é da operadora de desminagem humanitária The Halo Trust. O gestor da organização não governamental na província, José António, disse na quarta-feira, na cidade de Menongue, que, nos últimos quatro anos, a The Halo Trust enfrenta muitas dificuldades de financiamento que provocaram a redução significativa das suas actividades de desminagem naquela província.

Esta situação, segundo o responsável, provocou igualmente a redução considerável do número de sapadores, supervisores, motoristas e outros técnicos. José António indicou que actualmente a ONG conta apenas com uma capacidade operacional de 11 secções ou brigadas de desminagem, com 99 sapadores, das quais quatro trabalham no município do Cuíto Cuanavale e igual número em Menongue e três no Cuangar, concretamente na comuna do Savate.

José António indicou que, de 2002 a 2014, a operadora teve o financiamento de muitos doadores internacionais, o que permitiu operar em todos os municípios com 35 brigadas de desminagem. Hoje, segundo o responsável, a The Halo Trust tem apenas o apoio directo do Governos britânico, do norte-americano e do japonês.

O responsável local daquela ONG disse ainda que, em Março deste ano, a operadora recebeu, pela primeira vez, um financiamento de 400 mil dólares do Governo japonês, para a desminagem das localidades de Caiundo, Mucunde (Menongue) e Savate (Cuangar), considerado um valor irrisório, tendo em conta o elevado número de campos por desminar na província.

O nosso principal objectivo é erradicar, até 2025, todas as minas que se encontram ainda implantadas no território do Cuando Cubango, no sentido de ajudar o desenvolvimento socioeconómico da província e garantir a melhor circulação de pessoas e mercadorias, mas sem financiamentos não conseguimos atingir essa meta

José António afirmou que o Cuando Cubango é considerado a província mais minada do país e do continente africano. O responsável disse que a conclusão do processo de desminagem na província seria uma mais-valia para a implementação do projecto transfronteiriço Okavango/Zambeze, no qual, dos cinco países-membros, Angola é a que está mais atrasada, principalmente devido aos campos minados.

Fonte: Jornal de Angola

Deixe o seu comentário