Processo Fizz: Procurador Orlando Figueira liga Carlos Silva a uma teia de corrupção

O procurador Orlando Figueira, condenado por ter sido corrompido pelo ex-vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, associa o banqueiro angolano Carlos Silva, o advogado Daniel Proença de Carvalho e os seus filhos à teia de corrupção investigada no processo Fizz.

Na acção cível contra o banqueiro angolano Carlos Silva e o advogado Daniel Proença de Carvalho, na qual pede uma indemnização de 15 milhões de euros por danos morais e patrimoniais, Orlando Figueira assegura que os filhos de Daniel Proença de Carvalho: Graça, João e Francisco Proença de Carvalho estão ou estiveram ligados a empresas de Carlos Silva, ex-presidente do Banco Privado Atlântico Europa.

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Graça Proença de Carvalho foi administradora do BPA Europa e Francisco Proença de Carvalho é accionista da sociedade Ifogest, “empresa familiar de Hortênsio Silmaria da Silva, pai de Carlos Silva”.

O procurador acusa Carlos Silva e Proença de Carvalho de lhe terem montado uma armadilha para o afastar da magistratura. O magistrado afirma que foi Carlos Silva quem o aliciou para ir trabalhar para Luanda, e não Manuel Vicente como defende a acusação.

Assegura que o banqueiro angolano ainda lhe prometeu o pagamento das despesas com a sua defesa em tribunal em troca do seu silêncio. O objectivo era afastá-lo dos inquéritos que tinha em mãos no DCIAP e que visavam angolanos.

Orlando Figueira também defendeu que foi Daniel Proença de Carvalho quem serviu de intermediário na cessação do contrato de trabalho, que foi assinado por si com a empresa Primagest.

Quando Orlando Figueira começou a ficar com pagamentos em atraso, deu conta desse facto a Iglésias Soares, ex-administrador do BCP que falou com Carlos Silva, na altura vice-presidente do banco. Carlos Silva disse a Iglésias Soares para Orlando Figueira contactar com Daniel Proença de Carvalho.

Ao longo do julgamento, Orlando Figueira alegou que saiu da magistratura para ir trabalhar para Angola , depois de fazer um contrato com a empresa Primagest que pertenceria a Carlos Silva. Negando sempre que tivesse sido Manuel Vicente a contratá-lo.

Fonte: CM

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