Produção industrial em Angola inicia terceiro ano no ‘vermelho’

O Índice de Produção Industrial em Angola registou uma variação negativa de 2,6% no primeiro trimestre de 2018, comparando com o mesmo período do ano anterior, e desde 2015 que não sai do ‘vermelho’.

O Índice de Produção Industrial (IPI) em Angola registou uma variação negativa de 2,6% no primeiro trimestre de 2018, comparando com o mesmo período do ano anterior, e desde 2015 que não sai do ‘vermelho’. De acordo com o relatório do IPI dos primeiros três meses do ano, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e ao qual a Lusa teve esta segunda-feira acesso, esta queda na produção (que abrange quatro setores) foi influenciada sobretudo pela diminuição na produção da “Indústria extrativa”, de petróleo, gás, diamantes e minerais, em 5,5%.

A crise económica e financeira em Angola, com repercussões no consumo e na disponibilidade de divisas para importação de máquinas e matéria-prima, explicam a prolongada queda deste índice, que mede a evolução da estrutura do valor acrescentado na indústria total, em termos de volume de produção.

Contudo, o índice de produção da indústria transformadora até disparou, 17% em termos homólogos, impulsionada pelos produtos petrolíferos e químicos (+54,4%) e pelas bebidas (+25,9%).

Os índices de produção e distribuição de energia e de captação, tratamento e distribuição de água cresceram respetivamente 1% e 34,5%, também no primeiro trimestre de 2018. Globalmente, o relatório aponta ainda para quedas, homólogas, de 1,8% do pessoal ao serviço e de 2,5% no total de horas trabalhadas nos primeiros três meses, face ao mesmo período de 2017.

O estudo do INE consulta regularmente 401 estabelecimentos selecionados a nível nacional, entre 14 províncias, sendo Luanda a mais representativa, com uma amostra total de 205 indústrias. Deste total, responderam ao levantamento sobre o primeiro trimestre do ano 357 das indústrias inquiridas.

De acordo com relatórios anteriores do INE, o índice de produção industrial em Angola registou quedas de 2,7% em 2016 e de 5,2% em 2017. O último ano de variação positiva foi em 2015, com 6,7%.

Fonte: Lusa

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