Quotas é um atestado de minoridade

Nunca nos refugiamos no politicamente correto e sempre pautamos a nossa conduta pela igualdade de direitos e respeito pelo humanismo em qualquer parte da Terra, respeitando as culturas e raízes de cada povo.

Acontece que devido e bem à comunicação que hoje as redes sociais produzem os decisores políticos e não só, são contaminados pelos fatos e atos que ocorrem a cada momento e ao invés de na maioria das situações pensarem e ponderarem antes de decidir, começam a reagir anunciando decisões sem ponderarem convenientemente.

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Somos redondamente contra a aplicação de quotas na composição de listas dos partidos políticos em Portugal, como também não tem que acontecer em sentido inverso nos outros países integrantes da CPLP.

Tolerando a aplicação de quotas no caso do género pela facilidade em que há possibilidade na identificação da distinção entre homem e mulher, replicando para a cor de pele a diferenciação nem sempre é fácil. Impondo-se uma medida deste tipo é uma solução fácil que a prazo não resolve os problemas de igualdade e isso podemos constatar nas assimetrias salariais entre homem e mulher.

Enquanto líder associativo nunca fizemos distinção do género e na cor da pele na composição das equipas, porque as vantagens de composição de equipas de trabalhos mistas é imensa.

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A imposição de quotas é uma medida popular, prejudicando em muito o trabalho de base na educação, na inclusão social e na meritocracia.

Uma sociedade como império romano foi tomando medidas sem consolidação dos valores através da educação, é uma sociedade decadente.

Acreditamos e lutamos pela igualdade de direitos assente no humanismo, sendo assim incentivamos a todos os cidadãos que vivem em Portugal, labutam neste retângulo da Europa, devem impor-se pelo mérito, pelas suas competências e assumir as responsabilidades sem qualquer preconceito, só deste modo estaremos todos a contribuir para uma sociedade com menos assimétrica.

As medidas que sejam tomadas por questões de moda são levianas e rapidamente deixar de produzir os efeitos. Mas, estes princípios de igualdade devem ocorrer em Portugal como há a obrigação em ocorrer em África quando as minorias são outras.

No desporto e na maioria das modalidades coletivas ou individuais as diferenciações ocorrem apenas nas questões de género.

Elogiamos os partidos e associações que sem imposição de quotas possuem rostos visíveis mostrando a qualidade do mérito e competência dos cidadãos e repugnamos solenemente as movimentações de natureza baixa para com todos aqueles que utilizam subterfúgios argumentativos sem assumir a sua natureza xenófoba.

Fomos educados nos valores expressos neste texto, e disso procuramos dar testemunho de vida, sabendo de antemão que a vida é de uma enorme resiliência e persistência. E apreciamos que os nossos progenitores que se riram quando chorávamos ao nascer, queremos que quando morrermos com um sorriso da vida linda que tivemos, que sejam os nossos descendentes a chorarem pela nossa partida.

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