Redução da produção de petróleo explica recessão de 1,4% em 2020

O analista da Economist Intelligence Unit (EIU) que segue a economia de Angola considerou hoje à Lusa que a redução da produção petrolífera em 2020 num contexto de preços baixos explica a recessão prevista de 1,4%.

Acreditamos que as perspetivas económicas em Angola continuam fracas, com a recessão dos últimos anos a prolongar-se por mais um, em 2020″, disse Nathan Hayes.

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Em entrevista à Lusa, o analista da unidade de análise económica da revista britânica The Economist argumentou que a produção de petróleo em queda e os baixos preços explicam o prolongamento do crescimento negativo de Angola.

“Prevemos uma redução em 2020 face aos 1,4 milhões de barris diários de 2019 devido aos campos em maturação e à falta de investimento nos últimos anos, e, por consequência, esperamos que o PIB se contraia 1,4% já que os efeitos da redução na produção de petróleo são agravados pela queda nas receitas e, por seu turno, diminuam a despesa pública e o consumo privado”, argumentou o analista.

Questionado sobre a razão de terem revisto em baixa a previsão de crescimento negativo para o próximo ano, Nathan Hayes respondeu que “a mudança na previsão para 2020 tem a ver com a alteração às exportações durante o ano, já que antes tínhamos previsto uma queda maior nas receitas de exportação, e agora vemos um declínio menor, o que sustenta a revisão à previsão de evolução do PIB”.

A economia angolana enfrenta uma recessão desde 2016, com os analistas a dividirem-se quanto à possibilidade de um regresso a crescimento económico positivo em 2020.

O Fundo Monetário Internacional e o Governo antecipam crescimentos acima de 1% para 2020, ao passo que a EIU e a Capital Economics, por exemplo, antecipam novas quedas no PIB no próximo ano.

Sobre a evolução da moeda angolana depois da queda abrupta de 24% em outubro, Nathan Hayes atribuiu a desvalorização à retirada do limite de 2% nos leilões que o Banco Nacional de Angola faz para vender divisas aos bancos e salientou que nos últimos dias o kwanza até tem recuperado.

“Nós prevemos uma taxa média de 458,3 kwanzas por dólar em 2020 num contexto de inflação elevada e de baixas receitas de exportação de crude e de investimento externo ainda limitado no país”, concluiu o analista.

Fonte: Lusa

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