Relações Angola-Portugal a caminho da excelência, diz Francisca Van-Dúnem

A ministra da Justiça de Portugal, Francisca Van-Dúnem, considerou ontem, em Luanda, que as relações entre Angola e Portugal “estão mais fortes e caminham para a excelência”, manifestando-se “feliz e emocionada” por regressar à sua terra natal.

“O que se passou ficou para trás, esse assunto [o irritante] está encerrado. O importante agora é que eu esteja aqui, que as relações entre Angola e Portugal estão mais fortes e que se reforcem ainda mais no futuro, penso que é esse o ponto-chave”, disse, numa alusão à Operação Fizz, à polémica sobre a que país caberia desenvolver o processo criminal relativo ao ex-vice-presidente angolano Manuel Vicente.

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Francisca Van-Dúnem inicia na capital angolana uma visita de três dias, que inclui uma reunião com o seu homólogo angolano, Francisco Queirós, e um encontro de trabalho entre delegações dos dois países. O reforço da cooperação do domínio da Justiça, sobretudo na transformação digital dos serviços de registos e notariado, na administração interna, estão na agenda e auguram, segundo a governante, maior aproximação no modelo de cooperação.

“Mas, basicamente, venho a convite da Justiça e na Justiça há uma cooperação muito intensa em vários domínios, como é o domínio dos registos que vamos trabalhar agora, a questão da transformação digital ao nível dos registos foi um trabalho iniciado há bastante tempo que queremos agora prosseguir em busca de um conjunto de respostas”, adiantou.

“A outra dimensão tem sempre a ver com o judiciário, o apoio que é possível dar ao nível dos sistemas de informação, de tramitação processual na área da Justiça “, acrescentou.

A governante portuguesa realiza assim a sua primeira visita oficial a Angola depois de, há dois anos, uma outra ter sido cancelada na sequência da deterioração das relações entre os dois países. Em Novembro passado, durante a visita de Estado do Presidente da República, João Lourenço, a Portugal, os governos dos dois países assinaram vários acordos de cooperação, nomeadamente na área da Justiça.

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Nesta matéria, os acordos assinados abrangem desde o intercâmbio na reinserção social de presos que tenham cumprido penas à colaboração entre a Polícia Judiciária portuguesa e o Serviço de Investigação Criminal angolano.

Segundo a ministra da Justiça portuguesa, o seu regresso à Angola “não é simbólico, mas repleto de muito realismo”, referindo-se estar em Angola numa circunstância “bastante particular”, contudo que a deixa “muito honrada”.

“Regresso à terra onde orgulhosamente nasci. Nasci e cresci em Luanda e obviamente regressar à Luanda é reviver a minha infância e a minha juventude, é sempre muito feliz regressar ao sítio onde fui feliz. É uma grande alegria”, concluiu.

Fonte: Público.

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