Rui Mangueira: “Justiça social foi motivação dos heróis de 4 de Fevereiro”

Toda gente pensa em igualdade de oportunidades, toda gente pensa em igualdade de direitos e foi isto que motivou os heróis de 4 de Fevereiro”, este pronunciamento foi feito pelo embaixador de Angola no Reino Unido e Irlanda do Norte, Rui Mangueira, aquando da palestra sobre “Justiça social através do repatriamento de capitais” que aconteceu ontem, na Universidade Birkbeck, em Londres.

Na ocasião ainda, Rui Mangueira, disse que, enquanto país, tivemos as melhores das intenções em relação a justiça social mas que não conseguimos atingi-las. Acrescentando que “Estamos em uma situação em que temos mesmo que combater a pobreza, em que temos que tirar muitos angolanos da situação em que se encontram no ponto de vista do analfabetismo, e em que temos de trabalhar para eliminar as desigualdades sociais em Angola”.

publicidade

Em relação ao repatriamento de capitais, o ex-ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, apontou supostas razões que levaram a exportação de capitais de Angola para outros países, nomeadamente, a instabilidade econômica, a elevada carga tributária, a fragilidade das instituições administrativas de controlo e a reduzida consistência do sistema financeiro nacional.

O chefe da diplomacia angolana nas terras da Rainha defendeu que “Não é todo o dinheiro que terá de ser repatriado”, complementando que “…o dinheiro que é lícito e que tem um fim não precisa de ser repatriado”, fim de citação.

Quando questionado pela nossa reportagem se já existe algum processo em curso com o objectivo de identificar a existência de capital ilícito angolano no Reino Unido, Rui Mangueira disse que não podia avançar esta informação.

publicidade

Faça já a sua assinatura: formulário de assinatura
Contactos editoriais: jornalkandandu@gmail.com

Publicidade: vivenviaspress@gmail.com

Da palestra, que aconteceu em alusão ao dia quatro (4) de Fevereiro, Dia do Início da Luta Armada de Libertação Nacional, promovida pela Chelsea Foundation, participaram representantes da diplomacia de Angola naquele país, bem como a comunidade angolana residente.

Israel Campos

Deixe o seu comentário