Secretário de Estado para Agricultura e Pecuária exonerado a seu pedido

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O Presidente da República exonerou nesta quinta-feira, 16, José Carlos Lopes da Silva Bettencourt, secretário de Estado para a Agricultura e Pecuária, a pedido do próprio, segundo revela uma nota da Casa Civil do PR a que a Vivências Press News teve acesso.

Para o lugar, João Lourenço nomeou João Manuel Bartolomeu da Cunha, antes administrador executivo do Banco de Desenvolvimento de Angola-BDA.

O País enfrentou no mês passado uma crise sanitária relacionada com a morte de várias cabeças de gado, proveniente do Chade, que seria entregue faseadamente para pagar uma dívida de 100 milhões de dólares.

O Governo confirmou, a 23 de Junho, a morte de 385 bovinos de um lote de 4.351 depois de notícias divulgadas por órgãos de comunicação social e nas redes sociais que davam conta da morte dos animais por doença não identificada.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pescas, o primeiro lote de 1.167 animais chegou a Angola no mês de Março e foi instalado num centro de quarentena no Complexo da Agro-Quiminha, na província de Luanda, numa área de 140 hectares, para observação e rastreio de doenças, tendo chegado até àquela altura ao País 4.351 cabeças de gado referentes à primeira fase do processo.

Os bovinos foram observados na Quiminha por técnicos do Instituto dos Serviços de Veterinária e Instituto de Investigação Veterinária, tendo sido realizadas várias intervenções aos animais, nomeadamente a recolha de amostras de sangue e fezes para o despiste de doenças como hemoparasitoses e endoparasitoses, bem como outros testes laboratoriais.

Num comunicado de imprensa, o Ministério revelou que foram entregues 2.050 animais aos beneficiários do programa agro-pecuário que está a ser implementado no Planalto de Camabatela.

No entanto, 27 morreram durante o transporte e 358 nas fazendas destinatárias, devido a “deficiências constatadas nas infra-estruturas”, adianta o Ministério sem explicitar a causa da morte, salientando que a situação está a ser corrigida, “visando criar condições para os futuros recebimentos”.

As autoridades angolanas admitem ainda que começaram a surgir algumas doenças no centro de quarentena, sobretudo nos últimos lotes, que exigiram análises de confirmação laboratorial. As amostras (228) foram enviadas para a Namíbia, tendo 57 apresentado resultado positivo para pneumonia contagiosa dos bovinos.

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