Semana de África

Aqui estamos em mais uma semana de África com tantas atividades que até atrasei o envio desta minha crónica. Na verdade é uma semana que aproveitamos para fazer balanços mas, sobretudo, para nos juntarmos, para darmos força ao nosso famoso “Tamos Juntos!”.

Como todas as comemorações tem alcance limitado e, em muitos casos, serve apenas como consolação para coisas não feitas. Os discursos dos políticos neste dia vão bastante nesse sentido, enquanto na sociedade civil assistimos às habituais lamentações.

Lamentar o que falhou ou falta é a pior opção. Equivale a resignação e a atirar para os outros as culpas de nossas próprias deficiências. Digo “nossas” da sociedade civil.

No momento, grande número de países africanos está mais preocupado com a reunião da OPEP amanhã em Viena e outro grande número com as definições da politica africana do Macron. Fatores externos. A nível interno, os centros de interesse maiores são as eleições marcadas em certos países (relevo para Angola) e a reunião da Executiva Nacional do ANC, onde vão de novo avaliar se Zuma fica ou sai antes.

São dois bons exercícios. As campanhas eleitorais permitem debates, questionamentos e pressão social, elementos que podem fazer avançar… se a sociedade civil não ficar pelo muro das lamentações. Avaliar o comportamento de Chefes de Estado é indispensável em qualquer canto do Mundo.

Claro que falamos aqui de eleições com um  mínimo de correção. Nada parecido com eventos a que dão esse nome , por exemplo, na Guiné Equatorial. Aliás, vale sublinhar a coragem do ministro cabo-verdiamo da Cultura, ao criticar a falta de cumprimento pelo governo de Malabo nos compromissos com a CPLP (e o apoio que lhe deu o primeiro ministro).

É exatamente na área da Cultura que os desempenhos africanos  são melhores e esta semana tem-no revelado. Falaremos disso na próxima semana porque agora vou a correr para um ato cultural.

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