Só uma forte política ambiental pode travar a perda de biodiversidade em Cabo Verde

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O Governo cabo-verdiano afirmou hoje que uma política ambiental “forte” e “comprometida” pode travar a perda da biodiversidade e preservar a natureza, exortando todos os cidadãos a terem consciência sobre a importância de ecossistemas saudáveis para sua sobrevivência.

Numa mensagem alusiva ao Dia Mundial do Meio Ambiente que se assinala hoje, o Governo através do Ministério do Ambiente realçou que, este ano, a efeméride vai proporcionar ao mundo uma “grande oportunidade de entendimento” sobre a agenda ambiental para a década, em que se pretende reverter esta situação dramática.

Este ano a data é celebrada com foco na biodiversidade e Cabo Verde, indicou a mesma fonte, conta com mais de sete mil espécies descritas, sendo 51% espécies marinhas e 49% terrestres, salientando que cada pessoa tem um papel a desempenhar em prol da sua preservação e valorização.

“Para além das acções concretas de conservação da natureza, há que promover, cada vez mais e através do processo educativo, mudanças de atitudes e práticas que elevam a nossa consciência ecológica e o compromisso intergeracional na preservação do ambiente”, ressaltou, afiançando que a existência de ecossistemas saudáveis depende do forte engajamento de todos com vista a manter o país na rota da sustentabilidade.

O Governo está “convicto” de que só uma política ambiental eficaz  pode  travar a perda da biodiversidade e preservar a natureza no país, reconhecendo, neste sentido, o papel central na protecção do ambiente e as parcerias úteis em prol da protecção dos espaços naturais.

Tendo em conta as características intrínsecas de um pequeno estado insular marcado pela vulnerabilidade dos ecossistemas, Cabo Verde, de acordo com o comunicado, vem implementando uma forte agenda ambiental, com a realização de vários projectos visando garantir a protecção do ambiente e salvaguarda da diversidade biológica.

A mesma fonte, avançou, por outro lado, que a Assembleia Nacional, no âmbito dessa agenda, vai receber o terceiro Livro Branco sobre o Estado do Ambiente em Cabo Verde para apreciação.

“Também contamos com a declaração das ilhas do Maio e do Fogo como Reserva Mundial da Biosfera da UNESCO ainda este ano”, refere o comunicado, informando que o Comité Consultivo Internacional para as Reservas da Biosfera (IACBR) recomendou a aprovação das referidas candidaturas, que poderão ser declaradas em Novembro deste ano.

O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado a 5 de Junho, é um evento mundial liderado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e comemorado por milhares de comunidades em todo o mundo. Desde que foi instaurado, em 1972, se tornou a maior celebração do meio ambiente.

O Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano incitará governos, indústria, comunidades e indivíduos a se unirem para explorar a energia renovável e as tecnologias verdes, bem como melhorar a qualidade do ar em cidades e regiões de todo o mundo.

Segundo a ONU Meio Ambiente, 92% das pessoas em todo o mundo não respiram ar limpo, a poluição do ar custa à economia global 5 triliões de dólares por ano, a poluição do solo pelo ozono deverá reduzir os rendimentos de cultivos básicos em 26% até 2030.

Fonte: Inforpress

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