Sobre os remédios no Autismo

As pesquisas mais recentes sugerem que a etiologia do Autismo Infantil seja multifatorial. Evidências acumuladas têm sugerido desequilíbrios em vários sistemas neuroquímicos, primariamente o dopaminérgico e o serotoninérgico, como sendo relevantes para a fisiopatologia do Autismo Infantil. Estudos neurobiológicos clínicos e de tratamento apontam para um papel importante do neurotransmissor dopamina no desenvolvimento do Autismo Infantil.

As drogas de efeito dopaminérgicos têm demonstrado algum efeito sobre a sintornatologia do Autismo Infantil.

Os medicamentos antagonistas dos receptores D2 (dopamina), como por exemplo o haloperidol e a pimozida, também têm mostrado alguma eficácia no controle de alguns sintomas de Autismo Infantil, principalmente na redução de estereotipias, do retraimento e do comportamento agressivo, assim como no aumento da atenção.

Embora alguns investigadores relatem um benefício clínico dos agonistas indiretos da dopamina, como o metilfenidato ou a anfetamina, ambos estimulantes, particularmente com respeito a hiperatividade, essa opinião não tem sido consensual. A maioria dos investigadores descreve uma exacerbação dos sintomas autistas, tais como o aumento das estereotipias e da hiperatividade após a administração desses psicoestimulantes. Novos estudos devem surgir para melhor definir o papel da dopamina na fisiopatologia do Autismo Infantil.

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