Sondagem mostra que luandenses têm mais medo da covid-19 do que ficar sem comida

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O receio de ser contaminado pela covid-19 surge em primeiro lugar numa pesquisa sobre a pandemia feita à população de Luanda, ao que se segue o medo da falta alimentos, revela uma sondagem realizada pela Marktest Angola.

Os resultados da oitava sondagem, realizada a 355 pessoas residentes em Luanda, com mais de 15 anos, através de um questionário com cinco questões, recolhidos entre os dias 2 e 6 de Julho, foram hoje apresentados em Luanda.

A pesquisa adianta que 46% dos luandenses manifestaram receio de ser contaminados pela covid-19, que 14% tem medo que faltem alimentos e 8% que o sistema nacional de saúde não assegure a resposta necessária à pandemia, a par de não sobreviver ao vírus.

Em contrapartida, 84% da população de Luanda sabe a quem se dirigir em caso de suspeita de ter contraído o vírus, que já fez em Angola 458 infectados e 23 óbitos, desde Março passado quando surgiu o primeiro caso.

Relativamente à maior ou menor preocupação desde o início da pandemia no país, 73% dos luandenses manifestaram-se “muito mais ou mais preocupados” e quanto às últimas medidas tomadas pelo Governo 65% estão de acordo e 25% não concorda.

“Comparativamente ao início de Abril, verifica-se que os atributos que sofreram uma maior alteração face ao início de Abril foram a confiança (-18%), calma/tranquilidade (-14%), a descontracção (-9%) e a boa disposição (-9%)”, indica a sondagem.

Também a ansiedade/stress decresceu (-13%), mas a insegurança subiu (12%), comparativamente ao início de Abril, sendo que “os três atributos que melhor demonstram actualmente o estado de espírito dos luandenses é a preocupação (56%), a calma (41%) e o sentimento de insegurança (35%)”.

Depois desta sondagem, uma outra será realizada para saber se as novas medidas de prevenção e combate à pandemia são ou não do agrado da população de Luanda, o epicentro da doença e sob cerca sanitária.

Segundo Ana Pereira, directora da Marktest Angola, o objectivo do estudo é perceber o que as pessoas pensam sobre a nova realidade, como é que estão a viver e como estão até a reinventar-se nesta fase.

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