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Standard Bank responsável por 26% do crédito concedido ao mercado

O Standard Bank Angola (SBA) foi responsável por 26% de todo o crédito concedido ao mercado ao abrigo do Aviso 10/20 do Banco Nacional de Angola (BNA), o que representa um apoio directo à criação de 6.144 postos de trabalho. O Aviso aplica-se à concessão de crédito pelas Instituições Financeiras Bancárias, para a produção de bens essenciais que apresentam défices de oferta de produção nacional, a matéria-prima e o investimento necessário à sua produção, incluindo-se o investimento na aquisição de tecnologia, máquinas e equipamentos. 

No que respeita ao crédito concedido ao mercado pelo Standard Bank Angola ao abrigo do Aviso 10, foram aprovados 189.249.426,78 kwanzas e desembolsados 158.435.995,09 kwanzas. Dos créditos aprovados e desembolsados por esta instituição financeira bancária, 35 são projectos financiados pelo SBA e 20 são projectos financiados propostos pelo BNA. 

As empresas financiadas pelo Standard Bank Angola, ao abrigo deste Aviso, localizam-se no Cuanza Norte, Cuanza Sul, Benguela e Namibe, sendo 43% da indústria alimentar, 32% da indústria transformadora, 21% da agricultura e 4% da pesca e aquacultura.  

Ao nível da produção de produtos por sector, motivada pelos créditos concedidos pelo SBA a cada uma das empresas, destacam-se o café, milho, avicultura e soja na agricultura, o sabão, detergentes e embalagens na indústria transformadora, e o leite, bebidas, farinha de trigo, óleo alimentar, massa e enchidos na indústria alimentar.

Dos 6.144 empregos criados graças ao apoio do SBA, 2.655 são no sector da indústria alimentar, 2.527 na indústria transformadora, 822 na pesca e aquacultura e 140 na agricultura. 

“Alguns dos principais desafios encontrados ao efectuarmos estes empréstimos passaram pela dificuldade na identificação de mutuários que apresentassem projectos viáveis do ponto de vista bancário, com níveis de risco adequados, a existência de poucos projectos a curto prazo 2/3 anos, falta de apoio à importação de matéria-prima, limitação nos montantes emprestados, entre outros”, refere Carolina Remisio, Directora Executiva da Banca de Empresas do Standard Bank Angola. 

Numa reflexão sobre o formato ideal para apoio ao crédito ao sector real da economia, Carolina Remisio aponta um conjunto de ideias e perspectivas, incluindo “garantir a extensão do programa por um período mais alargado, bem como a inclusão de sectores críticos tais como Saúde, Habitação e Logística”, “garantir o financiamento do ecossistema do produto em toda a cadeia de valor, desde a matéria-prima até ao consumidor final”, “programas de capacitação para os pequenos produtores”, “limitar o financiamento de certos produtos para evitar saturação no mercado e garantir o sucesso dos projectos financiados”, entre outros aspectos.

No âmbito do Aviso 10 foram eleitos 17 bens essenciais com potencial de contribuírem mais rapidamente para a cobertura de necessidades internas de consumo, nomeadamente arroz, artigos de higiene, avicultura, bovinicultura, caprinicultura, suinicultura e derivados, bebidas, incluindo sumos, cana-de-açúcar e seus derivados, cimento, clínquer, cultura do café e seus derivados, embalagens, feijão e seus derivados, fruta tropical, legumes, leite e seus derivados, madeira e seus derivados, mel, milho e seus derivados, óleo alimentar, palmar, pesca comercial, aquicultura e todas as actividades relacionadas com a indústria da pesca, sabão e detergentes, sal comum, soja, tinta para construção, tubérculos e seus derivados, varão de aço de construção, e vidro.

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