TAAG admite substituir a encomenda de Boeing 737 Max

O Fundo Monetário Internacional (FMI) ordenou a suspensão do negócio, mas Angola ainda não desistiu da compra de 14 aviões Boeing de médio e longo curso, embora no caso dos seis 737 Max o negócio possa ser cancelado devido aos problemas de segurança que resultaram recentemente em dois acidentes fatais.

A revelação foi feita pelo presidente do conselho executivo da TAAG, num encontro informal com jornalistas.

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“É uma decisão do accionista Estado. Estamos todos em stand-by. A Boeing diz que está tudo a ir muito bem, mas continuam as notícias de que ainda mais problemas e mesmo sendo um bom avião as pessoas podem ter medo de viajar nele”, afirmou Rui Carreira.

O gestor admite que já foi abordado por fornecedores, como a Airbus e a Embraer, mas diz que “a decisão definitiva ainda não está tomada”. Seja como for, “para aumentar rotas e crescer” é preciso investir.

“Alguns dos nossos aviões já têm 12 anos e é altura de se pensar em modernizar para não perdermos a competitividade. E refiro-me a toda a frota, porque os 737 e os primeiros 777 foram comprados em 2006 e já estão a entrar na faixa de maturidade elevada e se a intenção for vender as aeronaves elas ainda têm um bom preço de mercado”, explica o PCE.

Para já, o FMI desbloqueou a compra de seis aeronaves destinadas a voos domésticos e regionais, a um custo unitário entre 34 e 37 milhões de dólares. Segundo Rui Carreira, ” o técnico do FMI admitiu que não era especialista em aviões, mas disse que era especialista em finanças e que o Estado não tinha dinheiro para suportar todo o investimento previsto. Só depois de ver os números da compra dos Dash 8-400 é que deixou Angola avançar”.

Os seis aviões turbo-hélice de 72 lugares tinham entrega prevista para o semestre de 2020, ao ritmo de um por mês , mas dificilmente será mantido o calendário. “Se não chegaram em Janeiro, chegam em Março ou Abril”, disse Rui Carreira.

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Fonte: Expansão.

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