TAP vai reforçar número de voos para Luanda

A TAP vai ter mais duas a três frequências entre Lisboa para Luanda, além das sete que já existem (uma em cada dia da semana). O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, e por David Neeleman, administrador e accionista da transportadora aérea portuguesa, num encontro com jornalistas.

De acordo com Antonoaldo Neves, o reforço das ligações entre os dois países será concretizado “antes do Verão”, mas a data certa ainda está por definir.

Esta estratégia surge num contexto de maior aproximação entre os dois países, visível na visita do primeiro-ministro português António Costa a Angola (em Setembro, altura em que foi assinado um protocolo ligado ao reforço das ligações aéreas) seguindo-se a do Presidente da República de Angola, João Lourenço a Portugal ( em Novembro).

Ao mesmo tempo, e como frisou o administrador financeiro da TAP, Raffael Quintas Alves, Angola é hoje um mercado “muito mais confortável” do que no passado recente.

O gestor referia-se ao dinheiro que a empresa não conseguia repatriar de Luanda, num contexto de crise económica e de falta de divisas internacionais. No final de 2017 a TAP tinha 122 milhões de euros retidos em Angola, dos quais 80 milhões estavam aplicados em dívida de curto prazo e outros 42 milhões em depósitos.

No entanto, e conforme noticiou o PÚBLICO em Outubro, a TAP tinha já conseguido repatriar, nessa data, mais de metade dos 120 milhões. O processo foi conduzido ao longo de vários meses, e o valor que falta está ligado a aplicações de dívida pública cujo prazo ainda não venceu.

Nesta quinta-feira, 13, os responsáveis da empresa ( onde o Estado português detém 50%, cabendo outros 45% ao consórcio privado e 5% a trabalhadores) afirmaram que tinham sido repatriados 70% dos fundos (equivalente a 85 milhões de euros).

Em 2017, depois de sofrer prejuízos durante dez anos consecutivos, a TAP voltou aos lucros com um resultado positivo de 21,2 milhões de euros. As vendas chegaram aos 2979 milhões, contra os 2338 milhões de 2016.

Fonte: PÚBLICO.

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