Taxa de juro angolana ficará nos 18% até final de maio

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O Banco Nacional de Angola (BNA) decidiu segunda-feira manter inalterada, em 18% ao ano, a taxa de juro base angolana, o que acontece pelo quinto mês consecutivo, apesar de a taxa de inflação do país continuar em alta.

A decisão consta da nota oficial sobre a reunião mensal do Comité de Política Monetária (CPM) do BNA, realizada segunda-feira, a qual serve para avaliar os indicadores de crescimento económico e as contas fiscais e monetárias, neste caso de março de 2018.

A taxa de juro base esteve fixa em 16% até final de novembro último, altura em que aumentou para 18%, por decisão do BNA.

O aumento então definido foi justificado com “os altos níveis de inflação acumulada”, o que levou o CPM a concluir pela “necessidade” de tomar “medidas de política monetária com o propósito de reverter o atual processo inflacionista”.

Já em março, a taxa de inflação mensal, medida pelo Índice de Preços no Consumidor Nacional, publicada pelo Instituto Nacional de Estatística, registou uma variação de 1,44%, superior à registada no mês anterior, colocando a inflação acumulada, a 12 meses, nos 20,90%.

Taxa era inferior a 9% em 2014

A taxa de juro, cujas variações podem servir para controlar a evolução da inflação, esteve fixada até julho de 2014 em 8,75%, após um corte, na altura, de meio ponto percentual.

Aumentou em 2015 para 9%, iniciando então um ciclo de subidas, com três aumentos só em 2016, o último dos quais em junho (do mesmo ano).

Nesta reunião do CPM, além de manter a taxa base de juro nos 18% ao ano, até 28 de abril (próxima reavaliação), o BNA decidiu também não mexer na taxa de juro de facilidade permanente de cedência de liquidez, fixada nos 20% ao ano, e manter não remunerada a Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez e o coeficiente das reservas obrigatórias sobre os depósitos em moeda nacional e estrangeira em 21% e 15%, respetivamente.

Devido à crise decorrente da quebra na cotação internacional do petróleo, Angola viu reduzir a receita fiscal para cerca de metade desde 2015, assim como a entrada de divisas no país, agravando o custo das importações e o acesso a produtos, inclusive alimentares, cujos preços dispararam.

Fonte: Lusa

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