Ti Celito, pinou, “Fimbou” e nadou na ilha de Luanda

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Desde os tempos de pioneiro da OPA, me diziam que para o nosso presidente ” se banhar” na Ilha de Luanda, primeiro a UGP teria de ir até ao fundo do mar para nenhum peixe passar. A UGP tinha de bloquear toda e qualquer kabuenha, Kimbumbu ou tubarão que passível de impedir a livre circulação aquática do Chefe. Depois disseram que a água da Ilha de Luanda estava poluída, e acrescentaram ainda que para um presidente ou qualquer governante teria de ser feito um ritual para acalmar a Kianda,

Hoje, o “Ti Celito ” que é presidente alheio e que não tem kinjila, chegou e pinou mbora na Ilha de Luanda tipo nada. Pinou, fimbou, nadou e nenhum peixe lhe tirou pedaço, até nem já uma alforreca (em Angola são conhecidas por Cona D’Agua), se lhe picou pá. O homem não tem kinjila pá.

Se há cinco séculos os seus antepassados vieram pelo mar e com espelhos, bíblias e tecidos conquistaram as nossas gentes.

Este “Ti Celito” também foi ao mar . Pinou, “fimbou” e nadou tipo “povo em geral”, mas não trouxe espelhos, bíblias ou tecidos, trouxe apenas afectos. O “Ti Celito” é original, é autêntico. Com a sua forma de ser e estar, rompe toda e qualquer barreira ou entrave nas relações entre os dois países . Em menos de 24 horas já conquistou Luanda e suas gentes . Com o seu gesto acabou promovendo uma das mais belas praias angolanas : a Ilha de Luanda. E provar que a praia é de todos e para todos. Que até os Presidentes também podem ir “se banhar” na praia do povo e com o povo.

Aqueles que durante quase quatro décadas privaram o nosso PR de ir pinar, “fimbar” e nadar na Ilha de Luanda, privaram o homem e o povo em geral de bons e agradáveis momentos. “Ti Celito”, este teu mergulho (nós aqui chamamos fimba), fez com que muitos de nós mergulhássemos no tempo.

“Ti Celito”, mas não penses que nos ganhastes. Nós vamos fazer uma campanha na internet para pedir fotos dos nossos dirigentes a tomar banho na Ilha de Luanda. Espera só . Vais nos sentir.

3 comments

Mário Rocha,

Desde já, agradecemos ser nosso subscritor.

Habitualmente não respondemos aos comentários que nos são dirigidos, mas tratando-se de um dos nossos cronistas e não se podendo defender, vimos por este meio sensibilizá-lo para o estilo/calão do nosso cronista angolano, há termos que são tipicamente angolanos que só são perceptíveis a quem usa o mesmo “código” linguístico. Nesta crónica, o nosso cronista nunca desrespeitou a integridade do Presidente da República Portuguesa.
De referir que a crónica do nosso cronista foi citada na SIC (Portugal) e partilhado por milhares de pessoas.

Agradecemos o seu contributo,
Equipa Vivências Press News

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