Trabalhadores da Angonave vão ser indemnizados 20 anos depois do fecho da empresa

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A comissão multissectorial que negoceia o entendimento entre os ex-trabalhadores e o Estado já tem o dossier avançado para as pessoas começarem a ser indemnizadas, disse a mesma fonte .

Paralisada desde 1993, a Angonave foi extinta pelo Governo angolano no último trimestre de 2000, no âmbito de uma resolução sobre a estratégia de reestruturação das empresas de transporte marítimo.

O protesto, então promovido pelo Sindicato dos Marítimos e Afins, contou com a adesão de várias dezenas dos mais de 400 antigos trabalhadores daquela empresa que, em turnos rotativos de vigília diária, durou cerca de cinco anos.

“Foi o mais longo protesto do sindicalismo angolano. Dezenas de pessoas morreram sem verem as suas indemnizações”, lamentou a fonte do Novo Jornal Online , que há vários anos acompanha a luta na justiça destas pessoas.

Três anos mais tarde, em Novembro de 2003, começaram a ser pagas indemnizações aos trabalhadores da empresa, mas o valor foi considerado muito reduzido, levando a que o protesto se prolongasse por mais quase dois anos.

Os problemas da Angonave começaram quando o Governo angolano alterou o regime de importações, retirando o monopólio que a empresa tinha, situação agravada por uma dívida de 30 milhões de dólares que culminou com a paralisação da em empresa em 1993.

No ano passado, o ministro das Finanças, Archer Mangueira, anunciou que o director nacional do Tesouro vai coordenar uma comissão multissectorial para tentar negociar um entendimento com os ex-trabalhadores da extinta Angonave.

A comissão multissectorial, que integra elementos dos Ministérios das Finanças e dos Transportes, além do Instituto para o Sector Público Empresarial, tinha quatro meses para realizar o trabalho.

Fonte: Novo Jornal Online.

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