Transferências cambiais em atraso ascendem a 2.500 milhões de euros

BNA

Até ao final de 2017, Angola tinha cerca de 2.570 milhões de euros em transferências cambiais em atraso, disse governador do Banco Nacional de Angola. Situação tem vindo a ser regularizada.

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O governador do Banco Nacional de Angola (BNA) disse esta sexta-feira que o país tinha cerca de 3.000 milhões de dólares (2.570 milhões de euros) em transferências cambiais em atraso no final de 2017, mas salientou que a situação tem vindo a ser regularizada.

José de Lima Massano falava esta sexta-feira em Luanda, durante a intervenção de encerramento do VIII Fórum Banca, promovido pelo semanário angolano Expansão. O BNA está “em fase adiantada de resolução dos pendentes cambiais de anos anteriores”, sublinhou.

Contudo, José de Lima Massano não quantificou o valor atualmente pendente de transferência para o estrangeiro. Em causa estão pagamentos em atraso ao exterior, em divisas, destinados à importação de matéria-prima, aquisições diversas, repatriamento de fundos ou transferência de salários de trabalhadores expatriados.

Estes atrasos foram acumulados devido à escassez de divisas provocada pela forte crise económica, financeira e cambial que se arrasta no país desde finais de 2014, devido à quebra nas receitas com a exportação de petróleo (resultado da descida do preço do crude nos mercados internacionais).

Desde o início do ano que a venda de divisas pelo BNA é feita em regime de leilão aos bancos comercias, aos quais podem participar apenas os bancos comerciais e que servem para formar a taxa de câmbio oficial do kwanza face ao euro.

Na intervenção desta sexta-feira, o governador do BNA anunciou uma segunda fase do Novo Quadro Operacional do Mercado Cambial, que tem como objetivo “aumentar o número de ofertantes de moeda estrangeira”, para além do próprio banco central.

Bem como termos um maior dinamismo no mercado cambial, particularmente, no apuramento da taxa de câmbio”, explicou, acrescentando que o Tesouro Nacional, as operadoras petrolíferas e os exportadores não petrolíferos são as entidades “que estão em condições de participar do lado da oferta”, de divisas.

“Esta etapa será implementada também de modo faseado, pelo que num primeiro momento teremos os exportadores não petrolíferos até setembro e, posteriormente, a reentrada das operadoras petrolíferas”, disse ainda o governador do BNA.

No que se refere ao apuramento da taxa de câmbio, José de Lima Massano avançou a intenção de o banco central passar a “captar os movimentos diários de compra e venda de divisas que ocorrem no mercado” e assim “deixar de ser o câmbio formado unicamente com a realização de leilões semanais” organizados pelo BNA.

Fonte: Lusa

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