TV por assinatura com aumento de 25%

O Instituto Angolano das Comunicações (INACOM) indicou hoje que vai, a partir de abril, realizar, de forma faseada, a atualização de preços dos três serviços privados de televisão por assinatura, com um aumento de 25% da tarifa actual.

Num comunicado, o órgão regulador das comunicações eletrónicas angolano indica que a decisão foi tomada depois de um processo de auscultação e negociação com as operadoras Multichoice, TV Cabo e ZAP, para a identificação das vias mais adequadas para os ajustes necessários reclamado há vários anos.

O INACOM acrescenta que foi realizado um estudo, concluído no final de 2018, que visou a identificação de mecanismos para assegurar a manutenção da estabilidade do mercado neste segmento, tendo em conta a depreciação da moeda nacional face ao dólar e o impacto de uma atualização dos preços no mercado nacional, bem como a necessidade de garantir a continuidade da operacionalidade das empresas.

Nesse sentido, a atualização dos preços dos serviços de televisão por assinatura será feita de forma faseada e gradual, sendo a primeira a partir de abril, não devendo exceder os 25% sobre o tarifário atual.

A segunda atualização não deverá exceder os 13% sobre o tarifário inicial e não deve ocorrer antes de julho deste ano, condicionada à implementação prévia da solução relativa aos canais de serviço público.

O INACOM obriga as operadoras a informarem os subscritores sobre as atualizações com 30 dias de antecedência, como determina a lei. Caso contrário, as operadoras ficarão sujeitas a sanções.

Para garantir a disponibilização obrigatória e gratuita dos canais do operador de televisão concessionário do serviço público, o Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação e Ministério da Comunicação Social criaram um grupo técnico, constituído pela Direção Nacional de Informação e o INACOM, incumbidos de encontrar as melhores soluções técnicas e operacionais, em colaboração com os operadores de TV por assinatura.

A pressão para a atualização dos preços ficou marcada com a operadora ZAP, que, de forma unilateral, decidiu aumentar os tarifários, o que levou o INACOM a instaurar um processo de contravenção contra a empresa Finstar, SA, detentora daquela TV por assinatura, liderada pela empresária angolana Isabel dos Santos.

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