Uma nova defesa em torno de João Lourenço

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Não são muitos os que se podem orgulhar da carreira constituída na base de competência e de experiência, progredindo a pulso e não só fruto de acasos da política e de pertença a estratégias de grupo e influências dentro de qualquer grupo partidário. Consideramos que João Lourenço está neste pequeno grupo, competências próprias.

O mundo de hoje é diferente do que existia em 1975, e mesmo do que ocorria em 1992 e nas décadas seguintes. Angola não foge a essa regra e consequentemente a “arte de governar” é deveras mais exigente para produzir os resultados desejados.

Infelizmente, as entidades em muitos patamares do País e do partido não mudaram porque têm hábitos inadequados e vícios instalados que são bloqueios à mudança.

João Lourenço é estadista e acreditamos que sabe onde Angola pode e deve estar daqui a 10 anos, convictamente não estará na liderança do País nem do partido em 2030, mas quer consolidar as bases do crescimento.

Começam a surgir quadros competentes e responsáveis que sabem do pragmatismo da política contemporânea, que não se pactuam com o pensamento único: o Estado tudo resolve! Todos têm de ser felizes e dar algo por uma Angola estável, desenvolvida e em que seja deveras aprazível viver 365 dias por ano.

As mentalidades mudam-se, podendo começar com pequenos exemplos do quotidiano, mantendo o respeito e o reconhecimento pelos mais velhos, mas estes não são donos da razão e têm de saber articular-se com as novas gerações que em alguns casos possuem conhecimento e capacidades para serem postos à prova.

A “cultura do chefe” e do autoritarismo policial tem de ser profundamente revista. Porque a autoridade vem pelo exemplo e pelo respeito na capacidade de liderança e de civilidade, a imposição de dogmas decisórios sem uma prévia explicação em muitos casos produz resultados estagnantes em qualquer sociedade moderna e, consequentemente, afasta quadros, dando origem a um maior fluxo para o exterior de cidadãos que poderiam contribuir para o desenvolvimento do País.

Para que tal desiderato de mudança ocorra será necessário acreditar no caminho traçado no combate à corrupção, mas não só.

Aceitemos que há em Angola um défice de literacia transversal à sociedade e às lideranças políticas, também na alternativa. Hoje, a campanha política não se pode cingir aos pensamentos do conflito armado, urge debater as políticas sociais e as políticas pragmáticas para as soluções. Não temos dúvidas de que o MPLA tem de ser exemplar neste novo enquadramento, pois, se tal não ocorrer, receamos a sua fragmentação em diversas forças políticas, e Angola poderá passar por um longo período de ingovernabilidade e em paz sem desenvolvimento e crescimento económico.

Acreditamos que João Lourenço tem consciência dos riscos e pensamento estratégico para vencer obstáculos, mas, infelizmente. alguns intermediários ainda não o perceberam.

Nós, angolanos livres de amarras e de teias corruptivas, somos chamados a intervir nesta dialética construtiva através de atos e ações que não reacendam novos conflitos do passado.

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