Universidades angolanas mostram potencialidades para captar estudantes

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Mais de uma dezena de universidades angolanas saíram hoje à rua, em Luanda, para mostrar publicamente novos serviços e inovações tecnológicas, como a filtragem de água ou as valências das rochas sedimentares do país.

De acordo com a Associação Alfabetizar, que organiza a primeira Feira Académica Universitária, o certamente, que decorre até sábado, pretende despertar a atenção dos estudantes e sociedade em geral para as oportunidades disponibilizadas pelos cursos destas instituições.

“Porque muitos estão a estudar e desconhecem as instituições de ensino superior que existem no país, então temos esta oportunidade, sobretudo para os estudantes do ensino médio, de conhecerem as universidades e os respetivos cursos”, explicou Iria Nsamba, da organização desta feira.

Uma solução para filtragem da água do rio Coelho no município de Viana, arredores de Luanda, é a proposta apresentada nesta feira pela Faculdade de Engenharia da Universidade Piaget de Angola, conforme explicou à Lusa a estudante Núria Gomes, garantindo que, depois de filtrada, esta água servirá para vários usos.

Segundo Núria Gomes, o Ministério do Ambiente de Angola e as autoridades de Viana conhecem este projeto universitário, que carece de apoios para continuar a ser desenvolvido.

Já o Instituto Metropolitano de Angola (IMETRO), com a sua Faculdade de Geologia e Minas, apresenta neste certame distintas rochas nacionais e respetivas valências, conforme explicou Carolina Miranda, estudante do 3.º ano do curso de Geologia e Minas.

“Trouxemos aqui várias rochas ornamentais, sedimentares, do país. Essas rochas existem, pena é que continuem pouco valorizadas, principalmente as da província da Huíla, apesar da tímida iniciativa de algumas empresas”, sublinhou.

Serviços de medição arterial, do nível de açúcar no sangue e testes rápidos de malária também estão disponíveis na Primeira Feira Académica Universitária de Luanda.

A enfermeira e docente da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Privada de Angola, Muangani Nicole, assinalou a pertinência da feira, mas também dos serviços prestados no próprio local, afirmando que “muita gente está doente, mas não sabe”.

“São sempre importantes esses testes, por isso trouxemos a equipa de enfermeiros para consultas rápidas de medição da tensão arterial, o nível de diabetes no sangue, e conselhos sobre nutrição, automedicação e depressão”, esclareceu.

As 24 universidades públicas e 41 privadas que funcionam em Angola disponibilizaram neste ano académico, iniciado em março, 111.086 vagas para o ensino superior.

Em 2016 estavam inscritos no ensino superior em Angola 241.284 estudantes, um aumento de 9,2% face ao ano anterior.

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