Voto angolano na diáspora marcou ano de 2022

Embaixador de Angola em Portugal apresenta cumprimentos de ano novo à comunidade angolana residente neste país.

O embaixador extraordinário e plenipotenciário da República de Angola em Portugal, Carlos Alberto Fonseca, assinalou a oportunidade de os angolanos residentes na diáspora votarem pela primeira vez nas eleições gerais do país como o principal acontecimento do ano 2022.

O diplomata falava, sexta-feira última, em Lisboa, na cerimónia de cumprimentos de ano novo aos funcionários da Embaixada e dos consulados, bem como a representantes da sociedade civil angolana presente neste país.

“Não obstante a pandemia que ainda ressentimos durante o ano passado, conseguimos fazer grandes realizações, e a título de exemplo, refiro aqui que pela primeira vez os angolanos votaram na diáspora, um acto político de grande significado e dimensão entre todos os que foram realizados por nós”.

Carlos Alberto Fonseca perspectiva para Angola um ano novo melhor que o transacto, apesar dos actuais desafios económicos mundiais motivados pela Covid-19 e pela guerra na Ucrânia.

“Com a vontade e o esforço de todos seremos capazes de enfrentar estes desafios e ter bastantes realizações. Não devemos esperar que as coisas aconteçam, mas devemos fazer acontecerem as coisas”.

O embaixador encorajou os angolanos em Portugal a presarem pela união e solidariedade entre si para juntos enfrentarem os desafios do dia-a-dia.

“Passou-se um ano em que muitas coisas se realizaram, mas muito também ficou por se fazer, certamente que neste novo ano muitos irão querer resolver aquelas questões que ficaram para trás, e é com o espírito de união e com a força da solidariedade que eu gostaria que a nossa comunidade encarasse os desafios para 2023”, disse.

Em Portugal residem perto de 26 mil angolanos como imigrantes, em missão de serviço ou como estudantes, dos quais cerca de 7.500 pessoas votaram nas últimas eleições gerais de Angola, em Agosto de 2022, nas cidades de Lisboa e do Porto.

A cerimónia contou com a presença da cônsul geral de Angola em Lisboa, Vicência de Brito, e da cônsul angolana na cidade do Porto, Isabel Godinho, assim como de diversas figuras da vida pública, com destaque para o secretário-geral da UCCLA, Vítor Ramalho, a presidente de direcção da LIÁFRICA (Liga dos Africanos e Amigos de África) e da Casa da Cultura Angolana Welwitschia, Maria Eduarda Ferronha, bem como Maria Eugénia Neto, a viúva do primeiro Presidente da República de Angola que falou em exclusivo para o “Vivências Press News” sobre as suas expectativas para o país no ano que agora começa.

“Espero e tenho fé que tudo se resolva bem, e que a imagem do Presidente Neto esteja sempre presente como grande nacionalista e como aquele que amou o seu povo e perdeu tudo por ele”, disse.

Maria Eugénio Neto realçou que o país fez alguma coisa para celebrar condignamente o centenário do “poeta maior” em 2022, mas refere que a fundação tem feito muito mais para honrar o nome de Agostinho Neto, apesar das dificuldades financeiras.

Destacou a tradução e publicação da obra literária “Sagrada Esperança” em quatro línguas nacionais, referindo que em breve será feita em mais uma, dando a oportunidade a muitos angolanos de lerem na sua própria língua a mensagem de Agostinho Neto “que é profunda”.

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