Colégio do Castanheiro: A alma angolana no ensino em Ponta Delgada

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Excelência académica, cidadania, humanismo e bem -estar, consciência ambiental, inovação e raizes culturais sólidas são as marcas do Colégio Castanheiro em Ponta Delgada, Ilha de S. Miguel nos Açores. Inaugurado no dia 07 de setembro de 2010, data da independência do Brasil, mas é em Angola que a instituição encontra raizes .

Um dos proprietários e director é o angolano João Carlos Martinho Miranda. Nascido no Huambo em 1960, mas com vivências bem marcantes na antiga Serpa Pinto ( hoje Menogue), terra que deixou em 1975 quando tinha apenas 15 anos de idade. Vive há 33 anos nos Açores e nos últimos anos tem dedicado toda a sua vida em prol do desenvolvimento do ensino em Ponta Delgada. E é no Colégio do Castanheiro que passa grande parte do seu tempo, pois além de ser proprietário e director é também professor de matemática. E há na instituição um espaço onde a história e cultura de Angola são retratadas, estudadas e divulgadas : a Sala de Leitura Embaixatriz Susana Barrica.

“Quando surgiu o colégio, logo no primeiro ano, desloquei-me à Lisboa para convidar o Embaixador José Marcos Barrica a visitar a nossa instituição. Era importante que ele conhecesse o nosso percurso , o nosso projecto educativo e tudo que fosse necessário para estabelecer parcerias com instituições de ensino em Angola. E como a embaixatriz Susana Barrica ofereceu um espólio de livros para a nossa biblioteca, achamos que como gesto de agradecimento e reconhecimento pela iniciativa atribuir o seu nome para a sala de leitura da nossa biblioteca. E o dia desta visita passou a ser assinalado como o dia de Angola no nosso colégio”, disse João Miranda.

O Colégio do Castanheiro tem cerca de 40 salas de aulas, três laboratórios equipados com a mais moderna tecnologia, tem uma capacidade para 700 alunos e acolhe neste momento 600 alunos em vários turnos. A instituição recebeu a visita do Cônsul-Geral de Angola em Lisboa, Narciso do Espírito Santo Júnior, que destacou o papel do Colégio do Castanheiro no desenvolvimento social, académico, cultural da sociedade açoriana, na promoção e valorização da cultura angolana.

“Quero manifestar todo o reconhecimento pelo carinho, respeito e hospitalidade dos responsáveis do Colégio do Castanheiro. Reconheço também o esforço e dedicação da direcção e colectivo de trabalhadores desta instituição. A forma notável como fazem a pedagogia do mérito, da competência e excelência. O vosso colégio valoriza uma história comum de mais de cinco séculos entre dois povos. Uma história que jamais pode ser apagada ou desvalorizada. Pode e deve ser valorizada. Parabéns pelo trabalho desenvolvido”, disse Narciso do Espírito Santo Júnior.

Obras de autores angolanos como Agostinho Neto, Pepetela, Luandino Vieira, José Eduardo Agualusa e Ondjaki constam do plano de leitura do Colégio do Castanheiro.

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