Governo acusa UNITA de estar a “criar obstáculos à recepção dos restos mortais de Jonas Savimbi”

O Governo angolano previa entregar à família, formalmente, esta terça-feira, os restos mortais do antigo líder e fundador da UNITA, Jonas Savimbi, em acto inicialmente programado para o Andulo.

A urna contendo os restos mortais de Jonas Savimbi, entregue na manhã de hoje, na cidade do Luena, no Moxico, onde estava enterrado, seguiu por via aérea para o município do Andulo, onde teria lugar a entrega formal.

O ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião anunciou que a UNITA tinha um outro programa paralelo, que, segundo disse, não vai ser cumprido, razão pela qual optou por negar a recepção dos restos mortais do malogrado líder político.

O ministro declarou que a recusa “não vai atrapalhar absolutamente nada”, acrescentando que, caso a UNITA não receba os restos mortais, esses serão confiados “a guarda de um oficial de uma unidade militar mais próxima”, até que a família e o partido os vão resgatar.

Em relação ao assunto, o presidente da UNITA, Isaías Samakuva, acusou o Governo, em conferência de imprensa, no Cuito, de ter supostamente alterado o programa da entrega dos restos mortais do líder fundador do partido.

Em conferência de imprensa, Isaías Samakuva, disse que o Governo decidiu, à última hora, de forma unilateral, entregar as ossadas de Savimbi à família e ao partido, na localidade de Lopitanga, município do Andulo, 130 quilómetros do Cuito, cidade capital.

Segundo Isaías Samakuva, o programa previa que a cerimónia decorresse na cidade do Luena, província do Moxico, para, depois, seguir rumo ao Bié, onde a família e o partido estavam aguardar recepção dos restos mortais.

O programa inicial previa, para o próximo sábado, 1 de Junho, a inumação (enterro) de Jonas Savimbi, no cemitério da aldeia Lopitanga, município do Andulo, província do Bié.

O sepultamento definitivo dos restos mortais do antigo líder político surge depois da confirmação laboratorial de que as amostras recolhidas do cemitério do Luena pertencem realmente a Jonas Savimbi, contra algumas dúvidas que pairavam no ar em relação ao assunto.

Nascido na localidade de Munhango, na província do Bié, a 3 de Agosto de 1934, Jonas Savimbi morreu, em combate, no Lucusse, província do Moxico, a 22 de Fevereiro de 2002, e havia sido enterrado no cemitério municipal do Luena.

O político havia manifestado, ainda em vida, que, quando morresse, fosse enterrado no cemitério da aldeia de Lopitanga, município do Andulo, Bié, junto à tumba dos seus progenitores.

Fonte: Jornal de Angola.

Deixe o seu comentário