Queda de árvores, 61 desalojados e mais de 300 mil sem electricidade: o furacão Leslie atravessou Portugal

Quase 2000 ocorrências, várias vias cortadas em Leiria e Coimbra , 27 feridos ligeiros, 61 desalojados e 324 400 pessoas ficaram sem luz eléctrica ( há 200 linhas de alta/média tensão fora de serviço), com a EDP a considerar a situação “muito grave”.

Este este o balanço na manhã de domingo, horas depois do Leslie ter entrado em Portugal continental pela zona da Figueira da Foz, após um desvio inesperado em direcção ao norte do distrito de Lisboa, onde devia ter aterrado.

Na Figueira da Foz, as rajadas de vento ultrapassaram os 170 km/h, numa fase crítica que não terá ter durado mais de 15 minutos, o suficiente para causar muitos estragos .

À medida que a noite avançou e a tempestade tropical continuou o seu caminho em direcção ao distrito de Bragança, o número de ocorrências continuou a aumentar, sobretudo nas zonas mais afectadas como Lisboa, Leiria e Coimbra (este último foi mesmo o distrito mais atingido, seguindo-se Leiria, Aveiro e Viseu).

Esta foi a maior tempestade a afectar Portugal desde 1842, altura em que um furacão devastou a ilha da Madeira antes de seguir rumo ao sul de Espanha.

Dos 61 desalojados, 57 foram registados no distrito de Coimbra, um em Leiria e três em Viseu. Este domingo, 15 dos 18 distritos do território estão em alerta amarelo, exceptuando Évora, e Porto.

“Ainda não podemos dizer que o pior já passou”, afirmava Luís Belo Costa, da Protecção Civil, na última actualização feita já depois da meia-noite na sede do organismo em Carnaxide . “Ainda estamos num momento muito intenso da tempestade”, o que significa que a avaliação é ainda “muito prematura”.

“As ocorrências continuam a registar-se a um ritmo elevado”, lembrou o comandante, adiantando que os problemas causados pela passagem do Leslie dizem sobretudo respeito à queda de árvores. Até às 00:20, tinham caído cerca de 500 árvores.

Estes foram os principais registos da noite e da madrugada.

Fonte: Observador

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