Marcelo Rebelo de Sousa: “Portugal e Angola estão condenados a ficar juntos para sempre”

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O Presidente da República português já tomou conhecimento da carta que Angola enviou à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa sobre o caso do ex-vice-Presidente angolano Manuel Vicente

O Presidente da República português afirmou esta quarta-feira ter tido conhecimento da carta que Angola enviou à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre o caso do ex-vice-Presidente angolano Manuel Vicente e reafirmou o bom relacionamento entre os dois países.

“O importante é que o espírito subjacente ao relacionamento entre os dois Governos e os dois países é bom e positivo”, assinalou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas após a visita a uma exposição de artistas angolanos, em Lisboa.

O ministro das Relações Exteriores angolano entregou hoje uma carta ao embaixador de Portugal em Luanda, para o seu homólogo português, Augusto Santos Silva, sobre o processo que envolve o ex-vice-Presidente de Angola Manuel Vicente.

Fonte ligada ao processo avançou à Lusa que a carta tem a ver com a posição de Angola sobre o caso judicial ligado ao ex-vice-Presidente angolano, Manuel Vicente, que decorre em Portugal, e foi igualmente entregue aos embaixadores dos Estados-membros da CPLP.

O ex-vice-Presidente de Angola é acusado de ter corrompido o ex-procurador português Orlando Figueira, no processo Operação Fizz, com o pagamento de 760 mil euros, para o arquivamento de dois inquéritos, um deles o caso Portmill.

O julgamento do caso começou em Lisboa, mas a Justiça portuguesa não conseguiu notificar Manuel Vicente e separou o seu processo.

Depois da visita à exposição, o Presidente da República português sublinhou que as relações entre Portugal e Angola “estão mais fortalecidas” e acentuou que os dois países estão “condenados a ficar juntos para sempre”.

“Portugal está sempre junto a Angola. Esta mostra é um traço de união entre os dois povos, entre duas culturas, entre duas sociedades, entre dois países”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, após ter percorrido a galeria da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA).

O chefe de Estado referiu que a exposição de mais de 50 artistas angolanos, que visitou uma hora antes da inauguração oficial, permitiu-lhe “fortalecer a convicção” da existência de boas relações entre os dois países.

“Querem algo mais forte do que os laços culturais?”, perguntou aos jornalistas, ladeado pela ministra da Cultura de Angola, Carolina Cerqueira, em alusão à exposição, que apresenta também esculturas.

A ministra da Cultura de Angola, que acompanhou o chefe de Estado português na visita à exposição de artistas angolanos, referiu que partilhou “todas as referências de força, unidade, amizade e fraternidade entre os povos” referidas por Marcelo Rebelo de Sousa.

Carolina Cerqueira vincou que a exposição, que a UCCLA promove com o objetivo de divulgar a cultura angolana, “vai ligar os países falantes da língua portuguesa” e demonstra “a grande riqueza do mosaico cultural de Angola”.

O ministro da Cultura de Portugal, Luís Filipa Castro Mendes, afirmou que “a cultura é um grande espaço de partilha”. “Esta mostra de Angola insere-se numa normalidade de relações que, através de todas a circunstâncias, têm-se mantido. Parcerias culturais, económicas, no ensino da língua, na afirmação internacional da língua portuguesa. Há uma base de relações, que é humana”, afirmou.

A exposição promovida pela UCCLA e pela embaixada de Angola em Portugal foi inaugurada hoje, com mais de 50 artistas plásticos angolanos.

Trata-se da primeira exposição da UCCLA neste ano e que pretende assinalar o 04 de fevereiro (dia do início da luta armada pela independência) e o 4 de abril (Dia da Paz). A mostra tem como curador o artista plástico angolano Lino Damião.

Fonte: Lusa

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