Eu digo o que penso

Tenho encontrado poucas pessoas com esta capacidade, de dizerem o que pensam de forma equilibrada, direta e sem causar mal-estar a quem lhe rodeia. Normalmente encontro dois tipos de pessoas no que diz respeito a esta capacidade:

  • As que têm medo de confronto e não dizem o que pensam.
  • As que dizem tudo o que lhes apetece sem qualquer filtro.

Poucos são os que, sendo firmes e diretos, não são mal educados, rudes ou passam os limites dos outros.

Dizer o que pensas é uma capacidade que vem com a tua noção de valor próprio. Mas (e este mas é mesmo grande), se quando dizes o que pensas, dizes só pela tua incapacidade de gerir as tuas emoções, continuas a ter problemas de valor próprio.

Tem que existir um equilíbrio entre dizeres o que pensas, traçando os teus limites em relação aos outros, e teres também noção de quais os limites dos outros relativamente a ti.

Se entram no teu espaço tens o direito de falar, se entras no espaço do outro, deixas de ter.

Vou dar alguns exemplos para te conseguires identificar…

As pessoas que não conseguem dizer o que pensam:

  • Têm pouca noção de valor próprio
  • Estão sempre à espera da opinião dos outros para sentirem que podem fazer algo
  • Dependem de companhia para se sentirem seguros

As pessoas que dizem demais o que pensam:

  • Têm dificuldade em controlar as suas emoções
  • Raramente conseguem colocar-se no lugar e na perspectiva das outras pessoas
  • Usam muito a crítica, e são pouco flexíveis relativamente a opiniões.

As pessoas que dizem o que pensam com equilibro:

  • Têm noção do seu valor
  • Sabem controlar as suas emoções e por isso, sabem quando é hora de falar e hora de esperar
  • Conseguem adotar a perspectiva dos outros

Lembra-te: A comunicação não é o que dizemos, é o que o outro entende. Uma das capacidades relacionais mais impressionantes é a habilidade de conseguires adaptar-te, sem perder a tua identidade.

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